Sejam bem-vindos ao Correio Astral

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30 December 2006

ADEUS ANO VELHO - FELIZ ANO NOVO

O ano de 2007, governado por Júpiter,
promete
prosperidade,
poder e
fortuna
para a
humanidade.
Dizem os astros
que um
mundo melhor nos aguarda.
Que os líderes mundiais cairão em si,
e cuidarão melhor da natureza que
tanto destroem com as emissões de
gases industriais. Que o abismo social
que existe entre os homens, será
diminuido. Que os ricos ficarão
menos ricos e os pobres menos
pobres.
Que os japoneses
pararão com a matança das
baleias. Que as guerras espalhadas
pelo mundo terão uma trégua.
Que os tempos de horror ficarão
para trás e somente a paz reinará
entre os homens.

Tudo isso pode ser verdade, ou não.
O que podemos prever para o futuro
são apenas os nossos atos no
presente. E como todos
caminhamos para o
futuro, inexoravelmente vamos
nos deparar com os resultados lá na
frente. Ao menos que não se morra
antes, o futuro fica para os
nossos descendentes.

Enquanto 5 pessoas por segundo
nascem no mundo para ocuparem
o presente, muitas outras nossas
conhecidas tiveram o seu futuro
interrompido em 2006.

Nos deixaram;

Braguinha, Gerald Ford,
James Brown, Joseph Barbera,
Augusto Pinochet, Sivuca,
Jece Valadão, Philippe Noiret,
Buba Edilson, Robert Altman,
Jack Palance, Ferenc Puskás,
Rogério Duprat, Alfredo Strossner,
Steve Irwin, Gianfrancesco Guarnieri,
Irving São Paulo, Raul Cortez, Sid Barrett,
Fiori Gigliotti, Bussunda, Telê Santana,
Rodrigo Neto, Ariclê Peres, Palhaço
Carequinha, Nelson Dantas, Slobodan
Milosevic, Athayde Patreze,
Jorge Mendonça, Saddam Hussein
e mais 154 pessoas
do Boeing 737-800.

Embora as pessoas morram, a
tendência do mundo é a super lotação
humana. Para cada 5 que nascem, apenas
2 morrem. Em algumas décadas seremos
mais de 20 bilhões de pessoas, pois a
humanidade vem dobrando de tamanho
a cada 30 anos.

Em evolução a jato, a explosão demográfica,
a industrialização descuidada, a progressiva
carência de alimentos,
a diminuição das
reservas de matérias-primas e a
poluição
do ambiente são os fantasmas que crescem
perante os nossos olhos diariamente.

Se quisermos viver como hoje, ao
atingirmos 20 bilhões de pessoas,
teremos que ter pelo menos mais
4 globos terrestres.
Mas todos nós
sabemos que, Terra, só temos uma.
Então a humanidade viverá empilhada?
Dizem os cientistas que a lotação máxima
da terra é de 35 bilhões de almas.

Há apenas 10 mil anos atrás éramos
5 milhões de pessoas sobre o planeta Terra.
Hoje somos quase 7 bilhões.


Pelo andar da carruagem, no futuro,
tudo será um mega-problema.
As cidades se transformarão em
megalópolis, e serão unidas por
um vasto sistema residencial
sobre artérias de pedra,
asfalto e concreto, que
atravessará todo o planeta,
transformando-se numa única
cidade chamada
Ecumenópolis.

O maior problema das gerações do futuro
será a água potável, e Ecumenópolis será a
principal zona urbana do planeta.


Ano após ano comemoramos o Ano Novo.
E a não ser que a humanidade encontre um
novo caminho para o futuro. O destino
da humanidade será trágico.

Por meios pacíficos será necessário
conter a fertilidade humana em grande escala.
Por meios atrozes as bombas
eliminarão parte da população
mundial, contendo a explosão
demográfica.

O Ano Novo sempre nos prometerá
a
cruz e a espada, para que possamos fazer
delas o que bem entendermos.

Através da ciência o homem evolui para
o futuro, mas ainda não consegue livrar-se
de seus males defeituosos. É preciso
despojar-se do egoísmo, da prepotência,
da luxúria e da indiferença pelo semelhante.

Júpiter, o maior dos planetas, promete
um Ano Novo cheio de prosperidade.

Mas será que os homens saberão
aproveitar?

Saiba mais sobre o Ano Novo clicando AQUI,
ou ainda no hiperlink do título da postagem
para assistir a um vídeo especial.


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27 December 2006

JOÃO DE BARRO { BRAGUINHA }

Quando Braguinha era aluno do curso de
arquitetura
da Escola
Nacional de
Belas Artes,
resolveu
trocar seu
nome para o
pseudônimo
João de Barro.
Seu verdadeiro
nome era Carlos
Alberto Ferreira Braga.
Na época já estava envolvido com
a música, ao lado de Noel Rosa,
Almirante e Alvinho no conjunto
"Bando dos Tangarás", que antes
se chamava "Flor do Tempo".
Para o assombro de sua família,
resolveu largar a arquitetura para ser
compositor de marchinhas
de carnaval. E deu certo.
Seus primeiros sucessos foram,
"Trem Blindado" e
"Moreninha da Praia".
Isso em 1933.

Ninguém fez tanto sucesso com músicas de
carnaval quanto ele.
"A Turma do Funil", 1939.
"Balancê", 1937. "As Pastorinhas", 1939.
"Chiquita Bacana", 1941.
"Touradas de Madri",
1938. "A Mulata é a Tal", 1948
e "Garota Saint- Tropez", 1962,
são até hoje canções inesquecíveis
que são lembradas pelo povo.

Foram mais de 400 canções. Com
Pixinguinha, compôs "Carinhoso" em
1937. Trabalhou e foi interpretado por
Carmem Miranda, Orlando Silva,
Herivelton Martins, Dalva de Oliveira,
Dick Farney, Ângela Maria, Isaura
garcia, Alberto Ribeiro, Alcyr Pires
Vermelho, Jota Júnior, e mais
recentemente João Bosco e Elis
Regina. A todos influenciou
e empurrou para frente
suas carreiras
artísticas.

Braguinha fez Versões de músicas
famosas, entre elas: "Luzes da Ribalta"
e "Sorri", ambas de Charles Chaplin.
Para as festas de São João, compôs
"Capelinha de Melão", "Sobe Balão",
"Mané Fogueteiro", "Pedido a São João"
e "Noites de Junho".

Em 1984 foi enredo da Escola de Samba
Mangueira com "Yes, Nós Temos Braguinha".

Para as crianças escrevia livros de
estórias infantis:
"Eu vou", para Branca de Neve.
"Lobo Mau", para Chapeuzinho Vermelho.
"Quem tem medo do lobo mau", para
os Três Porquinhos.
"Canção do Urubu", para Festa no Céu.
"Quem quer casar", para Estória da
Baratinha, entre outras.

Seus maiores clássicos foram:
"Copacabana", 1946. "A saudade
Mata a Gente", 1948. "Laura", 1957.
"Onde o céu é mais azul" 1940.
"Felicidade", 1953.

A primeira composição se deu aos
16 anos de idade, letra e música:
"Vestidinho Encarnado". Ele também
atuou como roteirista de cinema em
"Alô, Alô Brasil" e "Estudantes".

Com dona Astréa Rabelo Cantolino,
teve a filha Maria Cecília, que lhe deu
três netos, Maria Luiza, Carlos Alberto
e Maria Claudia. Daí nasceram 6
bisnestos. Ele costumava dizer:
"A vida só gosta de quem gosta dela".

Em seus 99 anos de vida, esse Ariano
de Copacabana fez de tudo um pouco no
mundo da arte das canções.

Braguinha, carioca da gema, nascido
em 29 de março de 1907, morreu em
24 de dezembro de 2006, na véspera
de Natal. Mas não deixou ninguém
triste, pois sua obra soa mais alto do
que as lágrimas do Arlequim,
do Pierrô e da Colombina.

Hoje só nos resta saudade.
Porém, sua imagem continua
entre nós, na entrada de
Copacabana, recebendo de
braços abertos todos que ao
bairro do seu coração chegam.

Com sua morte, morre também um
pouco da música sincera e inofensiva
que alegrava os carnavais de outrora.

Salpicados em nossas lembranças
ficarão apenas os confetes e as
serpentinas.


" Meu coração
Não sei porque
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim..."

Saiba mais sobre Braguinha clicando AQUI ou
no hiperlink do título da postagem para
assistir a um vídeo especial deste grande
compositor.


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22 December 2006

HYVÄÄ JOULUA [ FELIZ NATAL ]

Todos os
anos as
crianças
do mundo
inteiro,
sonham
com o bom
velhinho.
Colocam um
pé de meia na lareira e vão
dormir. No outro dia, quando acordam,
há traços de felicidade nos rostinhos
de algumas crianças, mas em outras,
há tristeza e infelicidade. Embora o saco
de Noel seja grande, não dá para
atender as crianças do mundo
inteiro. A maioria tem seus pais
desempregados, doentes, e são
tremendamente pobres. Noel é
parcial. Se há dinheiro, há
presentes, se não há, fica
para o próximo ano. Para
a família do pobre, resta
apenas o espírito do Natal
como lembrança maior.

Papai Noel foi inspirado no
Arcebispo da cidade de Myra,
Turquia, no século IV, Nicolau
Taumaturgo.
Ele gostava de ajudar os pobres
da cidade, então mandava
colocar saquinhos de moedas
de ouro pelas chaminés das casas.
O povo pobre ficava encantado
com o milagre do ouro, até
descobrir que Nicolau era
quem os ajudava.

Depois que morreu, por ter
feito vários milagres para os
pobres, Nicolau foi declarado
um santo homem. Mas só na
Alemanha, muito tempo depois,
é que se tornou o símbolo do Natal.

São Nicolau nasceu no ano 280 e
morreu aos 41 anos de idade. Por sua
bondade se transformou no padroeiro
das crianças, os marinheiros também
o adotaram como protetor.

O mito Papai Noel virou o símbolo
máximo da paz e da confraternização,
do Pólo Norte ao Pólo Sul.
Nos EUA
ele se chama Santa Claus. Diz a lenda
que, na Finlândia, os lapões da antigüidade
deixavam uma entrada no alto de seus
iglus, suas casas, para que Noel deixasse
escorregar um presente.

O visual moderno de Papai Noel
foi obra do cartunista Thomas Nast
em 1881. Mas foi só em 1930 que a
Coca-Cola usou sua imagem numa
campanha publicitária. Então a partir
daí, ele ficou famoso de vez.

Como Papai Noel é poliglota, ele diz:
Português - Feliz Natal
Ucraniano - Srozhdestvom Cristovym
Sueco - God Jul
Russo - S prazdnikon Rozdestva Hristova
Romeno - Sarbatori Fericite
Mandarim - Kung His Hsin Nien
Japonês - Shinnen Omedeto
Iuguslavo - Cestitamo Bosil
Italiano - Buon Natale
Inglês - Merry Christmas ou Happy Christmas
Grego - Kala Christougena
Francês - Joyeux Noël et heureuse année
Filandês - Hyvää Joulua
Esperanto - Gajan Kristnaskon
Espanhol - Feliz Navidad
Coreano - Shuk Sung Tan
Catalão - Bon Nadal i Felç Any Nou
Armeno - Shenoraavor Nor Dari Yev Pari Gaghand
Alemão - Frohe Weihnachten
Albanês - Gezur Krislinjden

A casa de verão de Papai Noel fica em
Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio
de Janeiro. Lá, a colônia filandesa
cuida direitinho de sua roupa e sua
barba, prepara sua comida, cuida
de suas renas, seu trenó, e o leva
para passear pela floresta.

No Brasil ele se chama Papai Noel.
Alemanha - NiKolaus.
Dinamarca - Julemanden
Portugal - Pai Noel
México - Niño Jesús
Rússia - Babouschka
Itália - Babbo Natale
França Pére Noël
Finlândia - Joulupukki
Espanha - Papá Noel


A humanidade é cheia de símbolos,
e Papai Noel é o mais comercial
deles. Depois de presentear o mundo
por centenas de anos, já está mais do que
na hora dele trazer o presente que
a humanidade mais quer:
A paz mundial.

Feliz Natal para todos.
Que todas as mesas estejam
repletas de alimentos, as
meias cheias de
brinquedos e os
corações em
PAZ.

Saiba mais sobre Papai Noel AQUI,
ou ainda clicando no hiperlink do
título da postagem para assistir
o Legião Urbana no programa do
Chacrinha, no Natal de 1986.


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19 December 2006

A PIOR DAS DITADURAS { ninho de vespas, cobras, lacraias e escorpiões.}

Este homem encapado que passa em revista
as tropas,
chamava-se
Pinochet do
Chile.
Mas poderia
chamar-se
também,
Hitler da
Alemanha,
Mussolini
da Itália,
Peron da Argentina,
Fidel Castro de Cuba, Stalin da União Soviética,
Franco da Espanha, Salazar de Portugal,
Reza Phalevi do Irã, Ferdnand Marcos
das Filipinas, Solano Lopes do México,
Vicente Gomes da Venezuela,
Dr. Francia do Paraguai ou
Getúlio Vargas - Castelo Branco -
Costa e Silva - Médici - Geisel -
e Figueiredo do Brasil.
O nome pouco importa, pois
a ditadura tem sempre a
mesma cara. A cara da
opressão, da tirania e
da supressão de
direitos e liberdades
individuais.

Todas as ditaduras nascem
sob o pretexto da defesa da
pátria. E sua duração varia
de acordo com os interesses
sócio-econômicos de seus
ditadores e seus aliados
estrangeiros, os países
hegemônicos.

A ditadura é uma imoralidade de
chifres, dentes pontiagudos que
sugam gerações inteiras de
cidadãos.
Porém, além desta
aberração fardada e armada,
existe ainda um monstro infinitamente
pior, vergonhoso, apodrecido e mal
encarado. Este animal de conformação
extravagante, esta anomalia horrenda,
cruel e desnaturada, vive entre nós
disfarçada de democracia. No seu registro
de nascimento lê-se nome e sobrenome:

Ditadura da Corrupção da Impunidade
e da Injustiça.

Ao contrário da ditadura explícita, onde
os ditadores arrancam as suas unhas, dão
choques no seu corpo e urinam na sua cabeça,
esta, infecta livremente os poderes executivo,
legislativo e judiciário, comprando-os com o
metal sonante, corrompendo e destruindo
as instituições que, uma vez corrompidas,
praticam todos os tipos de desmandos contra
a sociedade.
Nesta ditadura da Corrupção da
Impunidade e da Injustiça, o povo, massa de
manobra, é quem escolhe nas urnas os seus
ditadores, seus algozes.
Observa-se esta
ditadura pelo excesso de constrangimentos
impostos ao povo:

A) Um jornalista mata a namorada por
ciúmes, (motivo torpe-crime hediondo),
com um tiro na cabeça pelas costas, é
julgado, confessa o crime, é condenado,
mas o Superior Tribunal de Justiça,
insiste em mantê-lo fora da cadeia,
como se o meliante estivesse acima
do bem e do mal.
(Decisão repugnante
da "justiça".)

B)
O país passa por problemas sérios
na saúde, previdência, moradia, alimentação,
segurança e moralidade, salários congelados
e desemprego. Os ditadores, presidentes da
Câmara dos Deputados e do Senado Federal
fazem uma reunião de bacanas com mais 20
parlamentares e aumentam seus salários em 100%.
De 12 mil por mês, para 24 mil, e ainda recebem
15 salários por ano, quando o ano só tem 12 meses.
(Tirania e golpismo.)

C
) As grandes cidades estão tomadas pelo crime
organizado. No lugar da polícia, instalam-se as
milícias, grupos das corporações policiais que
fazem bico nas horas vagas e cobram pelo serviço
de segurança que a população já paga ao Estado
.
(Perigo profundo.)

D
) Os crimes bárbaros, torpes, hediondos,
depravados, sórdidos, viciados e repugnantes,
tiveram suas penas diminuidas para 1/6 do
cumprimento. Significa que, quem pegar a
pena máxima, em cinco anos já pode ir
passar o Natal com a família, e cometer outras
barbaridades depois da ceia
. (Decisão criminosa
da "justiça".)

E
) "Polícia Federal -diz o Presidente da República-
nunca fez tantas operações e prisões como no meu
governo". É verdade, mas a justiça nunca fez tantas
solturas também. Todos foram soltos e o dinheiro
dos roubos nunca foi devolvido. Os ladrões estão
todos de volta.
(Operação enxuga gelo.)

F
) Eleitos para gerenciar o país, os políticos
ditadores enriquecem a céu aberto, roubam
da previdência, da mamadeira das crianças,
do sangue dos doentes e dos impostos, tudo isso
além de ganharem, entre salário e verba de
gabinete, mais de 100 mil reais por mês,
o mais alto salário parlamentar do mundo.
Às vezes são processados, confessam o roubo, mas
são inocentados por seus pares, comparsas de quadrilha.
(Excrecência doentia.)

G
) Políticos envolvidos com os crimes mais hediondos,
são diplomados para mandato parlamentar e se
escondem dentro da imunidade, e a justiça
nada faz, somente aplaude
. ( Vergonha infame.)

H
) Um grupo de deputados demagogos, dizimistas
e oportunistas, ao invés de repudiarem a excrecência
do aumento de 100% de seus salários, vêem a
público para dizer que doarão este aumento para
obras sociais, ou seja, para eles mesmos
. (Indecência
completa.)

I
) Os partidos políticos brasileiros, são aparelhos
comerciais que recebem fundo partidário (impostos
do povo), e trocam as moedas sonantes conforme
os seus interesses. Os diretórios que deveriam, democraticamente, aprovar as ações dos partidos,
só existem no nome, pois quem manda é a executiva
(os donos). Estes donos são os mesmos que passaram
por cima do plenário da Câmara e do Senado Federal
e aumentaram os próprios salários em 100%.
Quando um destes donos se deixa apanhar
por incompetência no roubo, mesmo fora do mandato
parlamentar, continua a presidir o partido e a
comandar os seus capangas no Congresso Nacional.
É como se estivesse preso, mas comandando
o crime pelo telefone celular
. ( A democracia é uma ilusão.)

Nenhum crime pode ferir mais um povo com a
a comoção do roubo e da fraude de seus direitos
e deveres constitucionais, do que o crime de uma
ditadura disfarçada de democracia
. É como ser
um peixe se debatendo nas areias quentes de um
deserto, onde o mar é apenas uma miragem no
horizonte.

O Brasil já está no limite de tudo, limite da
paciência, dos preconceitos sociais, econômicos,
raciais e principalmente morais. Um país onde
o oportunismo e o imediatismo é que contam,
é um sério candidato ao caos.

Os sistemas de governos socialistas, facistas ou
nazistas, não passam de aprendizes da Ditadura
da Corrupção da Impunidade e da Injustiça
,
disfarçada de democracia.

Povo corrupto é povo fadado à miséria. Sua liberdade
só pode ser encontrada fora da corrupção, da
impunidade e da injustiça.

Os maus exemplos das autoridades
corrompidas,
contaminam os jovens,
que crescem com a verdade distorcida,
e embarcam no navio do mal,
cujo futuro,
é naufragar.

Saiba mais sobre ditadura clicando AQUI,
ou ainda no hiperlink do título da postagem
para assistir em vídeo, a verdade sobre a ditadura
da impunidade.

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16 December 2006

SEVERINO DIAS DE OLIVEIRA (SIVUCA)

Se houve
alguém que
difundiu o
gosto pela
sanfona, no
mundo, este
alguém foi
Sivuca.
Doutor
em música,
nasceu em
Itabaiana, interior da
Paraíba, no dia 26 de maio de 1930.
Dominador de ritmos, seu fole foi
soprado por todos os continentes.
Brincava de frevo, jazz, choro e
forró
.

Tocador de sanfona nas ruas de
sua terra natal, ainda criança,
reunia multidões à sua volta
toda vez que a sanfona
chorava. Era só ele
tocar pro povo
todo dançar.

Em 1950 gravou "Adeus, Maria Fulô",
seu primeiro LP. Uma das
interpretações chamava-se
"Tico-Tico no Fubá", de
Zequinha de Abreu.

Sivuca era cidadão do mundo. Morou
em Nova Iorque, Paris e Lisboa.
Nos anos 60 juntou-se à Miriam
Makeba, fez o arranjo para
"Pata Pata", e seguiram mundo
a fora, com o sucesso da
música mais tocada
nas rádios.

Pela sua inventividade e genealidade
musical, recebeu o apelido de
"Poeta do Som".

Filho de José Dias de Oliveira e
Abdolia Albertina de Oliveira,
Sivuca nasceu albino, e como tal,
não podia trabalhar exposto ao
sol na lavoura, e também não se
adaptou à profissão de sapateiro.
Então seu pai fez para ele uma
rudimentar harmônica e tudo
mudou. Dizia: "
Se eu não fosse
músico seria sapateiro".

Tendo como mestre musical o
maestro Guerra Peixe, foi parceiro
de dezenas de artistas, entre eles,
Abel Ferreira, Trio Iraquitã,
Rosinha de Valença, Jackson do
Pandeiro, Luiz Gonzaga, Rildo Hora
e Chico Buarque, que colocou letra
numa de suas canções, feita em 1947,
e a intitulou, "João e Maria". Nesta
música, Chico fez um dueto com
Nara Leão.

Sivuca era multi-instrumentista.
Uma vez nos EUA, Miles Davis,
assistindo um comercial para TV,
onde Sivuca desdobrava a sanfona,
ficou impressionado e mandou-lhe
um telegrama:
"Mister Sivuca.
Finalmente encontrei alguém que
me fizesse fazer as pazes com este
maldito acordeão."

Sivuca compunha para todos os
gêneros e repertórios, incluindo
aí o erudito. Era um virtuoso.
Gosta de dizer que de maneira
modesta tentava se inserir na
família dos grandes maestros,
Villa-Lobos, Radamés Gnattali
e Camargo Guarnieri.

Sivuca foi muito feliz em suas
parcerias pela vida. Mas sua
maior parceira e inspiradora
foi sua mulher, a cantora e
compositora, Glorinha Gadelha,
com quem viveu por mais de
30 anos.

Foram 28 lançamentos; entre eles,
"Motivo para Dançar", 1956.
"Golden Bossa Nova Guitar", 1968.
"Live at the Vilagge Gate",1973.
"Sivuca e Rosinha Valença", 1977.
"Chico's Bar - Toots Thielemans &
Sivuca", 1986". "Enfim Solo", 1997.

Sivuca morreu em 14 de dezembro
de 2006, aos 76 anos. Sobre sua
alegria de viver,
era poético:

"Dentro da minha alma tem mais
alegria do que sofrimento. O
sofrimento eu uso para ajudar as
flores do meu jardim nascerem
com mais força".

Saiba mais AQUI, sobre o maestro Sivuca,
ou ainda clicando no hiperlink do título
da postagem para assistir a um vídeo do
maestro, datado de 1969.


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12 December 2006

FRANCISCO BUARQUE DE HOLANDA

É so olhar
pra ele e ver
que ele
pertence à
elite da
música
popular
brasileira.
E não é pra
menos, pois
seus
parceiros
são todos
estrelas de primeira grandeza:
Vinícius de Moraes, Edu Lobo,
Milton Nascimento, Toquinho,
Francis Hime, Tom Jobim,
Caetano Veloso, e mais um céu
inteiro de astros.

Filho de Sergio e de Maria, este
geminiano é o quarto dos sete irmãos.
Viveu a juventude em São Paulo, onde
sua diversão maior era surrupiar
automóveis para dar umas
bandas pela cidade. Suas
paixões além da música são
o uísque e o futebol. Pra suar
o uísque, formou o seu próprio
time de futebol, o Politheama,
nome tirado de um velho e
pulguento cinema que havia no
Largo do Machado, perto da
Casa de Saúde São Sebastião,
onde nasceu, em 19 de junho de

1944.

De seu casamento
com Marieta, nasceram três
filhas: Silvia, Luisa e Helena.

Quando Chico começou a carreira,
o caminho da fama eram os festivais
da canção. E como compositor
desde os 12 anos, pisou fundo na
estrada, sob a influência de seus
ídolos:
Ataulfo Alves, Noel Rosa,
Ismael Silva, Elvis Presley,
The Platters e João
Gilberto.

Tinha um gosto eclético. Seu sonho
era ser cantor de rádio.
Sua primeira
composição foi "
Canção dos olhos",
mas ele diz que a primeira mesmo, foi
"Tem mais samba", em 1964, ano da
revolução.
O primeiro compacto
trazia as músicas: "Pedro pedreiro" e
"Sonho de um carnaval".
E o seu
primeiro cachê foi o equivalente à
30 dólares.

Em 1966 venceu o Festival de Música
com "A Banda". A música ficou tão
importante, que você, se estiver em
Londres, poderá ouvi-la ao vivo
durante a troca da guarda do
Palácio de Buckingham,
residência da Rainha da
Inglaterra.

Em 1967 foi a vez de "Roda Viva".
Em 1968 venceu com "Sabiá",
a composição de Geraldo Vandré,
"Pra não dizer que não falei de flores".

Enganjado em todo contexto social,
ainda em 1968 participou da marcha
dos 100 mil, contra a ditadura militar.

Foi exilado em Roma. Na volta do exílio
compôs "Apesar de você", e vendeu 100 mil
cópias. Seu descanso preferido é Cuba.
Para o cinema compôs "Quando o carnaval
chegar", "Vai trabalhar vagabundo",
"Os saltimbancos trapalhões",
"Ópera do malandro",
"Dona flor e seus dois maridos"
e "By By Brasil".

Chico já fez de tudo. Traduziu, escreveu,
musicou e deu uma de ator. Suas
composições criticam as aparências
sociais, culturais e econômicas. Ele
gosta de dizer que tem a alma feminina.
E demonstra isso em pelo menos duas
espetaculares canções: "Olhos nos olhos"
e "Folhetim".

De Elis Regina a Ney Matogrosso,
passando por Angela Maria e
Cauby Peixoto, há uma fila de
cantores querendo interpretar
suas canções.
Até hoje, entre discos,
CDs e DVDs, foram 60 lançamentos;
entre eles: "Apesar de você", 1970.
"Meus caros amigos", 1976. "Gota
d'água", 1977. "Vida", 1980. "Por un
pugno di samba", 1970. "Construção",
1971.
O último lançamento foi o CD+
DVD com documentário "Desconstrução",
2006.

Chico Buarque é patrimônio nacional.
As mulheres puxam os cabelos na disputa
por um ingresso em seus shows. Os homens
sentem aquela pontinha de inveja.
Em mais
de 40 anos na estrada, este quase ex-craque
de futebol, goleador de todas as letras,
contruiu a sua estrada e fez do país um
"sanatório geral".

Pode até não parecer. Mas Chico é a
cara do Brasil. É ou não é?

"O meu pai era paulista, meu avô
pernambucano, o meu bisavô
mineiro, meu tataravô bahiano,
estou na estrada há muitos anos,
sou um artista brasileiro."

Saiba mais sobre Chico Buarque
AQUI, ou ainda clicando no hiperlik do título
da postagem para assistir ao vídeo
"João e Maria".


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11 December 2006

NOEL DE MEDEIROS ROSA ( o bamba da Vila )

Se vivo
hoje
estivesse,
completaria
96 anos de
idade.
Em 11 de
dezembro
de 1910, o
mundo
esperava
por Noel.
Sua mãe,
dona Martha, sofria para
trazê-lo à vida, mas Noel não
queria nascer. Então o médico
falou: me traz o fórceps! E o
queixo de Noel nunca mais foi
o mesmo. No lugar do queixo
nasceram os versos que
inundariam as ruas de
Vila Isabel.

Seu pai, Manuel, tocava violão,
sua mãe, bandolim, sua tia,
violino e sua madrinha, piano.
Com essa orquestra em casa,
Noel tinha que tocar alguma
coisa.

A vida curta de Noel foi boa,
sem traumas, a não ser pelo
fato de ter presenciado o
suicídio por enforcamento
de sua avó, no quintal de casa.
Seu bisavô havia feito o mesmo
anos antes.

Mas a vida seguiu. Crítico mordaz,
suas canções eram recheadas de
tênue agressividade e bom-humor.
Seu maior rival no samba era o
compositor Wilson Batista,
com quem travava uma guerra de
versos e melodias, que faziam a
festa da imprensa da época.

Nos anos 20, Noel fez várias canções.
"Toada do Céu" e "Minha Viola",
foram muito cantadas nos cabarés e
botequins.
Mas Noel só deslanchou
com o samba "Com que Roupa" ( eu
vou ao samba que você me convidou),
lembram?
Vendeu 15 mil cópias.

Noel era boêmio, cervejeiro de noitadas
intermináveis ao lado dos amigos fiéis.
Queria ser médico, chegando a cursar o
primeiro ano de medicina. Mas o bisturi
não tinha molejo, nem o estetoscópio o
som da viola. E o samba falou mais alto.
Apesar de mulherengo, casou-se com
dona Lindaura, mas tinha a alma infiel,
sua maior paixão era mesmo Ceci, a
dama do cabaré da Lapa.

Compôs mais de 200 canções. Algumas
inesquecíveis:
"Gago Apaixonado", 1930. "O Orvalho Vem
Caindo", 1933. "Feitiço da Vila", 1936. "Fita
Amarela", 1932. "Dama do Cabaré",1934.
"Conversa de Botequim, 1935. "Pierrô
Apaixonado", 1935. ""Três Apitos", 1933.
"Pastorinhas", 1934.

Para Noel a noite era uma criança.
Quando no botequim se juntava
aos amigos,
Almirante, Ismael
Silva, Aracy de Almeida, Cartola,
Mario Lago, Vadico, Lamartine Babo,
Heitor dos Prazeres, Braguinha e
tantos outros,
tudo era festa. Então
entre um brinde e outro, filosofava.

"Antes, a palavra samba era sinônimo
de mulher. Agora, já não é assim. Há
também o dinheiro, a crise. A mulher
e o dinheiro são, afinal, as únicas coisas
sérias do mundo".

E então todos brindavam às mulheres e
ao dinheiro. E quando davam por si,
o sol já vinha raiando, a madrugada
sumindo, o mundo acordando, e o
samba dormindo.

Noel Rosa morreu em 4 de maio de 1937
aos 26 anos de idade. Foi até o final um
Sagitariano de espírito livre e versos na
ponta da língua.

Em 2007 serão comemorados os 70 anos
de sua morte, com o lançamento do
longa-metragem, "Noel-Poeta da Vila",
do diretor Ricardo van Steen.

"Quem nasce lá na Vila, nem sequer vacila
ao abraçar o samba, que faz dançar os galhos
do arvoredo, e faz a Vila nascer mais cedo".

Saiba mais sobre Noel Rosa clicando
AQUI, ou ainda no hiperlink do título
da postagem para assistir um vídeo
clássico de Noel e o Bando Tangarás.


Confira também AQUI, as postagens do
novo blog Beta Correio Astral.
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10 December 2006

SEBASTIÃO RODRIGUES MAIA (o síndico)

"De jeito maneira/Não quero dinheiro/
Quero
amor
sincero/
Isso que
eu espero/
Digo ao
mundo
inteiro/
Não quero
dinheiro/
Eu só
quero
amar/
Só quero amar/ Só quero
amar."

Sebastião, Libriano, controverso e
polêmico dos pés à cabeça, nasceu
em 28 de setembro de 1942, nas
imediações da rua do Matoso
e do Largo da Segunda Feira,
na Tijuca, zona norte do Rio de
Janeiro.
Seu pai era cozinheiro, e tinha
mesmo que ser, pois precisava
alimentar seus 19 filhos.
O que
seu pai não sabia é que, no meio
de tantos filhos havia um rei: "
o
rei do Soul brasileiro."

Aos 16 anos, cansado de batucar na sua
bateria, presente de um tio, Sebastião fez as
malas e se mandou para os EUA.
Queria ser diretor de cinema. Lá,
o máximo que conseguiu, foi ser
entregador de pizzas, além de
participar de um conjunto
chamado "The Ideals".
Foram 5 anos junto aos
americanos. Até que um
belo dia foi preso por uso
de maconha e ficou na
prisão por seis meses,
até ser deportado para
o Brasil. S
e não fez
sucesso nos EUA, pelo
menos voltou com o
inglês afiado.

Tim era fã de Elvis Presley,
Chuck Berry, Cauby Peixoto
e Angela Maria.

Sua primeira banda,
The Sputnicks,
tinha como parceiros, Roberto Carlos,
Jorge Ben Jor, Erasmo Carlos e Carlos
Imperial. Diziam ser a "máfia" do Largo
da Segunda Feira.
Durante suas entrevistas
à mídia, Tim gostava de falar que foi ele
quem ensinou o Roberto Carlos a
cantar.

Entre 1968 e 1970 lançou dois
compactos que continham as
músicas "Eu Amo Você" e
"Primavera", ambas sucessos
nas rádios.
Em 1970, já na
Polygram, emplacou seu LP,
"Tim Maia", com as músicas;
"Azul da cor do mar", "Eu e Você",
e "Primavera", esta última relançada.

Nos anos 70 Tim abalou as discotecas
com "Não Quero Dinheiro" (só quero amar),
lembram?

Espirituoso, Tim gostava de rir de si mesmo.
Dizia
: O problema do gordo é um só: quando ele
penetra não beija; e quando beija não penetra."


Em 1975 entrou para a seita Universo em
Desencanto. Depois de três anos
desencantou-se da seita e retornou às
paradas de sucessos com os hits:
"Sossego", "Acenda o Farol e "A Fim de Voltar".
Na década seguinte emplacou:
"Dia de Domingo", "Me Dê Motivo"
"Descobridor dos Sete Mares" e
"Do Leme ao Pontal".

Nos anos 90 gravou bossa-nova
com as músicas "Minha Namorada" e
"Eu e a Brisa".
Durante sua carreira de 28 anos,
lançou 33 discos. O último foi em
1998; "Tim Maia ao Vivo Vol II".
Entres seus discos podemos encontrar:
"Sufocante", 1984. "Descobridor dos Sete
Mares, 1983". "Tim Maia Disco Club/Sossego",
1978.
"Dance Bem", 1990. "Pro meu Grande Amor",
1997, e "What a Wonderful World", 1997

Tim ainda torcia doentemente pelo
América Futebol Club, e em 1987
gravou o CD "Somos América".

Era um final de tarde, dia de
apresentação de Tim e sua banda,
Vitória Régia, no Teatro Municipal
de Niterói. De repente o corpo
baqueou e entrou em choque.
Tim foi levado às pressas para
o hospital. E ainda ficou por lá
durante uma semana, lutando
contra a morte. Mas ao final,
o corpo cansado de tantos altos e
baixos durante toda a sua vida,
cedeu ao descanso eterno, e
Tim partiu no dia 15 de março
de 1998, aos 55 anos.

Chovia muito neste dia. Mas mesmo
assim uma legião de fãs compareceu
ao seu último adeus.

Se sua morte foi causada pela ingestão
exagerada de drogas, ninguém sabe,
mas o fato é que, sobre as drogas, ele
tinha a resposta na ponta da língua:

"Eu não fumo, não bebo e não cheiro.
Meu único defeito é que eu minto um
pouco."


Saiba mais sobre as letras das músicas
de Tim Maia, AQUI, ou ainda clicando no hiperlink do
título da postagem para assistir o vídeo,
Azul da Cor do Mar.


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08 December 2006

RILEY B. KING ( o rei dos azuis)

O ano era
1925,
o local,
uma
plantação
de algodão
em Itta
Bena, no
Mississippi.
O dia, 16
de setembro.
Se chovia ou fazia sol,
ninguém sabe ao certo. Mas naquele
dia nascia um gênio dos azuis. A vida
dificil era balanceada pelos acordes
das guitarras que faziam do
interior do Mississippi
o berço dos blues.

Riley foi criado pela avó Elnora Farr.
Foi ela quem levava-o à igreja para
que ele aprendesse o Gospel. E
ele gostou, e lá desenvolveu
toda a sua musicalidade,
pois não poderia haver
outro lugar no mundo
para sentir o som dos
azuis, que não fosse lá,
onde nasceu.

Embalado pelos blues,
viu sua mãe, Nora Ella,
morrer em 1935,
e depois sua avó,
em 1940. Então foi
morar com o pai, Albert,
que se casara de novo.
Tinha 14 anos de
idade.

Mas o negócio de Riley
não era o algodão, e embora
tenha até alcançado um
cargo de tratorista, não achava
aquilo emocionante,
pois do algodão não
dava para tirar
um som.

O tempo passou e Riley cresceu.
E quando deu por si, estava nas
ruas de Indianola, Itta Bena e
Memphis, desfiando os Blues.
Seu primeiro grupo se chamava
"Singuers Gospel St. John". Era
formado por ele, seu primo e
mestre musical, Bukka White,
e mais três companheiros.
Formavam um quinteto
de voz e guitarra.

Diz a lenda que sua primeira guitarra
custou $2.50 dólares, a mesma Gibson
ES-355, que ele chama de Lucille, e a
qual e para qual já fez várias canções.

Para atuar em um programa de rádio,
comandado pelo gaitista de blues,
Sony Boy Willianson, Riley achou
que o nome
Beale Street Blues,
ficaria melhor como nome artístico.
Depois de algum tempo desistiu
e mudou para
Blues Boy King, mas
não gostou de novo. Finalmente
assumiu o seu atual nome;
B.B. King,
o rei dos azuis.

Suas primeiras gravações se deram
em 1949. E "Three O Clock Blues" foi
sua primeira canção de sucesso.

Durante os anos 50 e 60, Riley
prosseguiu tocando em todos
os lugares possíveis, e aos
poucos foi fixando seu nome
na história, e aproveitando
ao máximo aquela época
de ouro, os anos dourados
da música e do cinema.

Apesar de já ter feito sucesso
no início dos anos 50, foi só
em 1970 que ele realmente
deslanchou nas paradas de
sucessos, com a música;
"
The Thrill is Gone".

Por onde passou, Riley
influenciou um batalhão de
seguidores, mas ninguém jamais
conseguiu tirar, de uma só nota, mil sons,
como ele faz.
Aqui no Brasil temos vários seguidores
de Riley, sendo Celso Blues Boy,
o mais conhecido.

Pode-se dizer que, aos 81 anos, Riley
já arrebanhou milhões de fãs, mas,
nenhum foi tão famoso quanto o
mais famoso gênio da guitarra,
Jimi Hendrix.

Jimi assistia Riley sempre na
primeira fila, extasiado com
o mestre.

O final todos já sabem.
Um gênio sempre morre
antes do outro, nunca juntos.
Se assim não fosse, poderíamos
assistir hoje em dia, no mesmo
palco,
James Marshal Hendrix e
Riley B. King.

Saiba mais sobre B.B. King
clicando AQUI, ou ainda no hiperlink do
título da postagem para assistir ao vídeo
com B.B. King, Stevie Ray e Albert Collins,
em "Texas Flood".

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06 December 2006

MADONNA LOUISE CICCONE

Leonina no signo e no palco, Madonna
nasceu em
Michigan,
em 16 de
agosto de
1958.
Filha de
Silvio P.
Ciccone
e Madonna
Louise
Fortin,
cresceu
num subúrbio de Detroit,
ao lado de seus 7 irmãos:
Melaine, Jennifer, Anthony, Paula,
Martin, Chisthoper e Mario.
Sua mãe morreu quando ela ainda
tinha 6 anos, e o seu pai, Silvio,
para que as crianças não ficassem
sem mãe, casou-se com a
governanta da casa.

Adolescente, era apaixonada pela
dança, então foi para Nova Iorque,
e lá, por falta de dinheiro, sua refeição
diária era um sanduiche com café.
Mas no começo dos anos 80 as coisas
começaram a melhorar. Inquieta e
cativante, formou duas bandas:
"Breakfast Club" e "Emmy". Mas logo
abandonou e se tornou backing vocal,
para pagar as contas.

Depois de perambular pelas gravadoras
com uma fita cassete nas mãos,
finalmente foi contratada pela
Sire Records, em 1982.
Seus dois primeiros singles foram:
"
Everybody" e "Burning Up",
depois vieram, "Physical Attraction" e
"Holiday".
Em julho de 1983 lançou o seu primeiro
álbum
"Madonna", que vendeu 8 milhões
de cópias internacionalmente. Nessa época,
já era contratada da Warner Bros.

Polêmica e esperta, em seu videoclip do
disco "Like a Prayer", misturou símbolos
do catolicismo queimando em chamas,
chagas nas mãos e imagens veladas da
Kux Klux Klan, e causou um rebuliço na
mídia internacional.
Mas nos anos 90,
recebeu da MTV o prêmio de "Artista
da Década".
Suas performances no
palco sempre foram de caráter
sadomasoquista, incluindo aí o
lesbianismo e o vouyerismo, onde
aparecem chicotes, máscaras, unhas
negras e roupas esquisitas.

Por tudo isso, Madonna é a cantora
mais bem paga do mundo.
Sua
última tournê, "Confession Tour",
arrecadou mais de 200 milhões de
dólares, e foi vista em 60 espetáculos,
todos lotados, por mais de 1 milhão de
pessoas nos 11 países em que passou.

Ao todo, desde o começo da carreira,
foram 7 tournês, 20 filmes, entre eles
"Evita", 1996. "007 Die Another Day",
2002. "Whos That Girl", 1987. "Four
Rooms", 1995.
Além disso, Madonna gravou 19 álbuns,
10 LPs e 71 singles. Entre álbuns e singles,
já vendeu 275 milhões de cópias.

Ela tem fama de cobrar ingressos das
celebridades que prestigiam seus shows,
não aliviando ninguém.
"Se eu pago para
ver os outros, porque não pagarem
para me ver!" - diz.

Madonna é casada com Guy Ritchie e
tem 3 filhos: Lourdes Maria, Rocco e
David Banda, este último adotado
recentemente em Mallawi, na áfrica,
(garoto sortudo).

Madonna é fã de outra celebridade;
Marilyn Monroe. Gosta tanto dela
que fez nos anos 90, um trabalho
fotográfico comparativo nas
páginas de Vanity Fair, Vogue,
Elle e The Face. Ficou espetacular
e pode ser visto no hiperlink do
título desta postagem.

Madonna é assim, quando se pensa
que seu tempo já passou, sempre
aparece com alguma novidade que
só os astros talentosos podem
oferecer aos seus fãs do mundo
inteiro.
Aos 48 anos tem pinta de quem
vai ficar por aí com um microfone
nas mãos por muitos e muitos anos.
Vai ficar velhinha, e daqui uns
15 anos ainda será capaz
de bater muitos recordes
e muitas
polêmicas.

E com certeza, assim,
como Marilyn Monroe,
continuará
linda.

Saiba mais sobre Madonna
clicando AQUI, ou no hiperlink do
título da postagem para assistir ao vídeo "Madonna Jump".
E não percam,
dia 7 de dezembro
às 21 horas na
HBO, Madona
com a tournê
"Confession Tour".

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05 December 2006

REI TUPINIQUIM

Toda
sociedade
que se
preza tem
o seu rei.
No Brasil
o rei das
canções românticas ainda é Roberto,
o astro pop da Jovem Guarda.
Roberto nasceu em Cachoeiro
de Itapemirim, sob o signo de
Áries, numa casinha modesta.
Dona laura, sua mãe, olhava
para o menino e pensava:
"Um dia você ainda vai ser rei".

O tempo foi passando, os cabelos
de Roberto, encaracolando, e o
cetro e o trono passaram a ser
móveis e utensílios na sua vida.
Roberto cresceu influenciado
pelo Rock americano, claro.

Seu primeiro compacto, como
o da maioria dos cantores, foi
um fracasso. Chamava-se "
"Louco Por Você" e tinha a parceria
de seu conterrâneo, Carlos Imperial,
(o abatedor de lebres).
O ano era 1959, mas Roberto
não desistiu e foi em frente.
Sua insistência deu certo.
Em 1963 emplacou nas
paradas, "Splish Splash" (fez o tapa
que eu dei, nela dentro do cinema),
lembram? E não parou mais. A não
ser "Parei Na Contramão".

Em 1964 lançou "É Proibido Fumar" e
"Calhambeque", sucessos puros.
E em 1965 foi o apresentador
do programa Jovem Guarda,
na TV Record, juntamente com
Erasmo, Wanderléia e a turma
toda.

Roberto fez três filmes:
R.C. Em Ritmo De Aventura -
R.C. E O Diamante Cor-De-Rosa -
R.C. A 300 Km Por Hora.

Em 1967 defendeu no festival da
canção a música "
Maria, Carnaval e
Cinzas", e recebeu o prêmio de
melhor cantor. Em 1968 foi para
San Remo, na Itália, e brindou a todos
com "Cansone Per Te" de Sergio Endrigo
e Sergio Bardotti.
(A festa apenas começava
e já finita...). Bons tempos. Nesta época
aqui no Brasil, vivíamos os anos-de-chumbo,
e da ditadura-linha-dura.

Com Cleonice Rossi, teve dois filhos:
Segundinho e Luciana.
Entre suas músicas podemos lembrar
de "Os Seus Botões", 1976. "Cavalgada,
1977. "Café Da Manhã", 1978. "Cama E Mesa",
1981.

Roberto casou-se ainda com Miriam Rios e
Maria Rita, que morreu em 1999,
entristecendo-o bastante. Com a morte de
Maria Rita o rei ficou arrasado. Por ela
daria seu trono, seu cetro e sua coroa.

Com uma de suas incontáveis fãs, Roberto
descobriu que teve o filho, Rafael, que
depois reconheceu paternalmente.

Com o álbum "Si el amor se va",1989,
recebeu o Grammy Awards como melhor
cantor latino.

Como todo astro, Roberto
também teve a sua casinha
lá em Cachoeiro, transformada
em patrimônio histórico
municipal, e é visitada
por milhares de fãs
anualmente.

Quando perguntado sobre suas
superstições, retruca:
"Não sou supersticioso. O que
tenho é transtorno
obsessivo-compulsivo.
Eu sofro de TOC".

Em 50 anos de carreira, Roberto
já vendeu mais de 70 milhões de
discos, com suas mais de 500 músicas
românticas.

Roberto nunca fez uma campanha
pública-publicitária e nem nunca
se enganjou em algum movimento
ou defendeu alguma bandeira que
não fosse a da sua música.

É um intocável. Falar de Roberto
é redundante. Todo mundo sabe
de tudo, e ao mesmo tempo não
sabe de nada. Mas ele continua aí,
marombando e cantando, e com os
seus cabelos, mais lisos do que
encaracolados.

Roberto é o rei do Brasil.


Saiba mais sobre o rei AQUI, ou ainda clicando no hiperlink do
título da postagem para assistir o vídeo, "As baleias".

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03 December 2006

MEU NOME É MANO ( O IMPERADOR)

Quando você pensa já ter visto tudo no
cinema,
alguém
em cima
da sua
geladeira
o faz
pensar:
Será!
Filho de
Memphis e
de Norma
Jean, o
pingüim, Mano, enche os bolsos
de seus produtores com 42,3
milhões de dólares só na primeira
semana de exibição.
Foram investidos 85 milhões de
dólares para apresentar as mais
espetaculares cenas de computação
gráfica.

O diretor George Miller, o
mesmo de
"Mad Max",
desta vez fez o público
fazer filas sobre a neve
e o gelo, só para ver um
pingüim dançarino.

Memphis, o pai de Mano,
durante uma nevasca deixa
cair acidentalmente o ovo
no qual está Mano. Quando
ele nasce, não pussui o dom
do canto do coração, o canto
do amor que o diferencia
dos outros pingüins. Então
ele é rejeitado pela
comunidade.

E por não saber cantar,
sapateia como
Fred Astaire.
Seu pai, Memphis,
inconformado diz:
"Isso não é
coisa de pingüim".

Mas a sua mãe, Norma Jean,
(nome verdadeiro de Marilyn Monroe),
acha tudo muito normal e dá a
maior força ao filhote. Mas ele
acaba deixando sua comunidade
e parte numa aventura com mais
4 pingüins latinos.
Pelo caminho fogem de predadores
e escapam de avalanches.

Tudo isso ao som de Prince, Frank
Sinatra, Beatles e muito hip-hop.
As vozes originais são dubladas
por Robin Wiliams, Nicole Kidman,
Hugh Jackman, Elijah Wood,
Brittany Murphi e Hugo Weaving.
No Brasil a dublagem é feita por
Daniel Oliveira e Sidney Magal.

Em tempos de repetições
cinematográficas e com o
tédio dos roteiros violentos,
o pingüim da sua geladeira
o espera com muito açúcar
no gelo e muito escorregão
na neve.

Aproveite bem o
Happy Feet.

Saiba mais sobre o pingüim,
Mano, clicando AQUI, ou no hiperlink
do título da postagem para ver em
vídeo o trayler do filme.


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01 December 2006

FRANÇOIS-MARIE AROUET (Voltaire)

Voltaire,
um homem
além de seu
tempo,
nasceu em
21 de
novembro
de 1694.
Era
escritor,
dramaturgo,
filósofo,
poeta e historiador iluminista.
Como iluminista tentou,
de todas as maneiras, iluminar
as mentes das pessoas de sua
época. Como filósofo acreditava
que a razão e a ciência seriam a
explicação para os mistérios
do universo.
"Pensai por vós próprios!" -
ele dizia.

Sua luta intelectual era contra
a intolerância e a superstição.
Era um verdadeiro mestre da
ironia, e a usava sempre para
ferir os seus inimigos.

Os censores o detestavam e
proibiam seus livros, que eram
vendidos como folhetos subversivos,
e lidos avidamente. Suas peças
eram sempre retiradas de cartaz
na terceira noite de reapresentação,
pois as autoridades o acusavam
de críticas mordazes ao governo
da França, pondo sempre em
dúvida a autoridade vigente.
Foi preso e solto várias vezes.
Gostava de viver luxuosamente,
boas roupas e boas carruagens.
Voltaire dizia o que pensava. E
seus pensamentos foram juntados
em 100 volumes de obras
de teatro, novelas, artigos e
poemas.

Através de milhares de cartas,
comunicava-se com o povo e
com os nobres. Era assíduo em
escrever e receber cartas de
Cristiano VII, da Dinamarca,
Gustavo II, da Suécia, Catarina,
a Grande, da Rússia.
Da igreja católica era opositor
ferrenho, mas não era ateu. E
citava:
"Se não existisse Deus,
seria necessário inventá-lo".

Durante toda a sua vida, Voltaire
acolheu um enorme número de
pessoas, vítimas de perseguições
políticas e religiosas, sob sua
proteção. Ao final de sua vida
reconciliou-se com seus opositores
da Academia Nacional de Letras
e retornou à França, vindo de
Londres onde antes exilou-se
amargurado. Ao povo dizia:
"Povo, desperta, quebra as
tuas cadeias!"
Ao final, a burguesia anticlerical
fez dele o seu maior ídolo.

Sobre o trabalho gostava de dizer:
"O trabalho afasta três grandes males:
O ócio, o vício e a necessidade".

Satírico brilhante, Voltaire morreu
em Paris aos 83 anos, em 30 de maio
de 1778. Seu corpo foi velado
triunfalmente, entre as ruínas da
Bastilha, onde 400 mil pessoas se
enfileiravam para prestar-lhe a
última homenagem. De lá foi
sepultado no Pantéon, última
morada dos grandes homens
da França.
No momento do cortejo,
num estandarte desfraudado
ao vento, liam-se as palavras:

"Deu asas ao espírito humano.
Preparou-nos para sermos livres".

Assim viveu e morreu Voltaire,
o filósofo moderno, homem
que mais lutou pela liberdade
de pensamento,
e que
transformou sua época
na
ERA
DA
RAZÃO.

Saiba mais sobre Voltaire clicando
no hiperlink do (título).
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30 November 2006

ELVIS AARON PRESLEY

Ele se casou Priscilla Beaulieu e tiveram
a filha
Lisa Marie,
mas seu
grande
amor foi
Ann-Margret,
com quem
dividiu a
tela no
filme,
Viva Las Vegas,
em 1963.
Elvis nasceu
às 12h20 de 8 de janeiro de 1935,
sob o signo de capricórnio, em
East Tupelo, no Mississipi.
Com ele veio um irmão gêmeo
idêntico, Jesse Garon Presley,
que não sobreviveu, talvez
porque o mundo não pudesse
absorver dois Elvis de uma só
vez.
Era filho de Gladys Lovy Smith
e Vernon Elvis Presley. E foi a
mãe quem lhe deu a primeira
guitarra que custou U$12,75.

Um dia, gravou um acetato de
4 dólares numa minúscula
gravadora chamada Sun Records,
com a música That's All Right (Mama).
O dono, San Phillips, ficou
impressionado com sua voz
e o contratou na hora. San costumava
dizer:
"Se eu pudesse encontrar um
branco com o som e o sentimento
de um negro, eu faria milhões de
dólares".
E foi exatamente o que
aconteceu.

Com a fama, Elvis passou a ser
empresariado pelo Coronel
Tom Parker e mudou para a
RCA Victor. Elvis tinha a voz
de barítono, assim como Frank
Sinatra e Bing Crosby. Nesta
época já tinha embolsado o seu
primeiro milhão de dólares.

Elvis foi servir o exército numa
base na Alemanha, onde conheceu
Priscilla. Mas foi lá que também
conheceu as pílulas das quais nunca
mais se separou e que foram a causa
de sua morte.
Com o passar dos anos
as pílulas foram tornando-o cada vez
mais neurótico, e ele se encastelou
em sua mansão Graceland, em Memphis,
comprada por 100 mil dólares. Entre
pílulas de narcóticos e anfetaminas
chegou a tomar 25 por dia.

Elvis fez 33 filmes, sendo os mais
lembrados;
Viva Las Vegas, 1963.
Fun in Acapulco, 1963.
Kid Galahad, 1962.
Love Me Tender, 1956.
Jailhouse Rock, 1957.
King Creole, 1958.

Elvis foi o precursor dos
videos-clips atuais. Era
o rei do gospel, R&B,
blues, country, rock, e
chegou até a gravar uma
bossa-nova
, Almast in Love,
do brasileiro Luiz Bonfá.

Vendeu
até hoje mais de 2 bilhões
de discos entre 150 álbuns e singles.
Depois de Mickey Mouse, foi o
personagem mais reproduzido
em foto e o que mais teve covers.
Para o Grammy recebeu
14 indicações e 3 premiações.

Elvis gostava das roupas estravagantes
que usava em seus shows, as quais
dava nomes como: Gold Suit, Americam
Eagle, Asteca, Indian Feather e etc.
Quando aparecia na televisão batia todos
os recordes de audiência.

Entres suas canções e interpretações
podemos lembrar as inesquecíveis:
Bridge Over Troubled Water -
Fever - Gentle On My Mind -
Hey Jude - Don't Be Cruel -
Yesterday - What Now My Love -
Viva Las Vegas - Teddy Bear -
My Way - I'll Never Fall In Love
Again - You've Lost That Loving
Feeling - If Every Day Was Like
Christmas.

Em 16 de agosto de 1977, seu
último dia de vida, Elvis, 42 anos,
se dirigiu ao banheiro, sentou em
seu trono de rei, com um livro nas
mãos, e se foi para sempre.
Na autópsia foram encontrados
em seu corpo, codeína, etinamato,
metaqualone, morfina, barbitúricos,
tranquilizantes, clorofeniramina
e anti-estamina.

Em seus momento de reflexão
e depressão ele sempre
desabafava
:

"As pessoas só nos vêem
na alegria, nunca
na tristeza".

E para nós, simples mortais,
só restou a saudade.

Saiba mais AQUI sobre o rei do rock, ou
então clicando no hiperlink do
título da postagem para assistir
a um vídeo do rei do Rock.

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29 November 2006

O ÚLTIMO CAFAJESTE

Seu nome verdadeiro era Gecy
Valadão. Jesse era o seu

pseudônimo.
Nasceu em
Morundu,
distrito de
Campos,
Rio de
Janeiro.
Mas foi
criado
em
Cachoeiro
de Itapemirim, ES,
terra natal do rei Roberto Carlos,
Raul Sampaio, Carlos Imperial
e Luz del Fuego, a lendária nudista
da Ilha do Sol.
Foram 7 décadas de muita ação
cinematográfica. Ninguém
esperava por ele, mas em
24 de julho de 1930, nascia
sob o signo de Leão, o
primeiro e último machão
do cinema brasileiro.

Foram mais de 100 filmes,
9 filhos e 6 casamentos. Foi
ator, produtor, diretor e
escritor.
Ainda não tinha 20 anos,
quando em 1949 atuou em
seus primeiros dois filmes:
"Também Somos Irmãos" e
"Carnaval de Fogo". Neles,
contracenou com
Grande
Otelo, Agnaldo Rayol, Ruth
de Souza, Vera Nunes, Átila
Iório, Oscarito, Anselmo
Duarte, Wilson Grey, José
Lewgoy, Euvira Pagã,
Dircinha Batista e
outros grandes
astros daquela
época de ouro
do cinema
nacional.

"
Os Cafajestes" (de Ruy Guerra),
1962, é talvez o mais lembrado.
Nele, atuou ao lado de Norma
Bengell, Daniel Filho e Hugo
Carvana. Fez "Boca de Ouro"
(de Nelson Pereira dos Santos),
1963. E "Mineirinho Vivo Ou
Morto", 1967 (de Aurélio Teixeira e
Braz Chediak), onde divide a
tela com Leila Diniz, a
musa
de Ipanema.
No teatro fez
"Perdoa-me Por Me Traíres" e
"Os 7 Gatinhos". Poucos atores
no mundo fizeram tantos
filmes e trabalharam com
tantos diretores quanto ele.

Só para lembrar alguns:
"Rio 40 Graus", 1955.
"Bonitinha Mas Ordinária", 1963.
"A Noite Do Meu Bem", 1968.
"Navalha Na Carne", 1969.
"Dois Perdidos Numa Noite Suja", 1971.
"Eu Matei Lúcio Flávio", 1979.
Fez ainda novelas e mini-séries.

Seu gênero preferido era o crime.
Há alguns anos converteu-se ao
protestantismo. Dizia que era para
se aproximar mais de
Deus.

Mas seu último projeto no cinema
se chamava "Encarnação Do Demônio",
do produtor Zé do Caixão.

Jece Valadão morreu no último dia
27 de novembro de 2006. Morreu de
câncer, doença que mata milhões no
mundo todo.
Coincidentemente, este
dia é considerado o Dia Nacional Do
Combate Ao Cânçer,
no Brasil.

Saiba mais sobre Jece Valadão
clicando AQUI, ou no hiperlink do
título da postagem para assistir em
vídeo um documentário.


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27 November 2006

MALUCO BELEZA

"Ahhhh! Eu que não me sento no
trono de
um
apartamento,
com a boca
escancarada,
cheia de dentes,
esperando a
morte chegar.
Porque, dentro
das cercas
embandeiradas
que separam
quintais, do cume calmo do
meu olho que vê, assenta a
sombra sonora de um
disco-voador."
Suas letras eram assim, de uma
maluquice poética fora do
normal.

Filho de Raul e Eugênia, Raul
Seixas nasceu em Salvador,
Bahia, em 21 de junho de 1945.
Considerado o Pai do Rock
Brasileiro, de 1968 a 1989,
fincou o pé profundamente
na estrada das loucuras poéticas.
Pelo caminho, perambulou por
muitas gravadoras; Odeon, Philips,
Phonogram, Som Livre, Warner Music,
CBS, e outras.

Fã apaixonado de Elvis Presley,
seu primeiro conjunto musical
foi, "Os Relâmpagos do Rock".
Depois veio o "The Panters" e
"Raulzito e os Panteras".
O primeiro disco, (Raulzito
e os Panteras) foi um fracasso.
O segundo, (Sociedade da Grã-Ordem
Kavernista Apresenta Sessão das 10),
rendeu-lhe a expulsão de sua gravadora, CBS.
Mas em em 1974, (Gita) vendeu
600 mil cópias.

Projetado nacionalmente ao
participar do VII Festival Internacional
da Canção, em 1972, promovido
por Augusto Marzagão, Raul
deslanchou, e em 1973 teve como
grande parceiro musical, o mundialmente
conhecido escritor, Paulo Coelho,
no disco, Krig-Ha, Bandolo! Palavras
estas tiradas das revistas em quadrinhos
de Tarzan o Rei das Selvas.

Em 1974 é preso e torturado nas
dependências do DOPS (Polícia
Política), e se exilou nos EUA.
Teve várias mulheres: Edith Wisner,
Glória Vasques, Tania Menna Barreto,
Angela Afonso Costa (a Kika Seixas), e
Lena Coutinho. Com elas teve três
filhas.
Seu envolvimento com drogas e
álcool eram constantes, e isso o
levou várias vezes ao hospital.

Em 1988 gravou seu último
disco solo; "Pedra do Gênesis".
E com seu parceiro, Marcelo Nova,
gravou ainda em 1989; "Panela do Diabo".

Gravou Rauzito e os Panteras, 1968.
Sociedade da Grã -Ordem Kavernista
Apresenta Sessão das 10, 1971. Os
24 Maiores Sucessos da Era do Rock,
1973. Krig-Ha, Bandolo!, 1973. Gita,
1974. 20 Anos de Rock, 1975. Novo
Aeon, 1975. Há dez Mil Anos Atrás,
1976. Raul Rock Seixas, 1977. O Dia
Em Que a Terra Parou, 1977. Mata
Virgem, 1978. Por Quem Os Sinos
Dobram, 1979 . Abre-te Sésamo, 1980.
Raul Seixas, 1983. Metrô Linha 743,
1984. Let Me Sing My Rock And Roll,
1985. Raul Rock Volume 2, 1986.
Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!,
1987. A Pedra do Gênesis, 1988. A Panela
do Diabo, 1989.

Raul Seixas morreu em 21 de agosto de
1989, aos 44 anos de idade. Se vivo fosse,
teria hoje 61 anos. Ele foi um baú de
sobressaltos musicais.

Sua maior definição foi a de ser um
maluco beleza. Suas letras bizarras,
esquisitamente poéticas são recheadas de
citações geniais: "
Sou tão bom ator que me
finjo de poeta e compositor e todo mundo
acredita". O
u;
"Ninguém morre.
As pessoas só
despertam,
do sonho da
vida".

Uma coisa é certa. Onde quer
que esteja agora, em qualquer
planeta ou em qualquer estrela,
deve estar cantarolando um rock.

Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!

Saiba mais sobre Raul Seixas,
clicando AQUI, ou ainda no hiperlink do
título da postagem para assistir um
vídeo nostálgico do rei do rock
brasileiro.


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24 November 2006

CONFÚCIO (Mestre Kong)

K'ung ch'iu ou Mestre Kong,
nasceu em
Tsou, no
Estado de
Lu, atual
Shantung.
Para os
chineses a
localidade
é a "terra
santa".
Confúcio
era filho
de Shu-Liang
e Yen Cheng Tsai, tinha dez irmãos e,
ao casar-se aos 19 anos com Chi-Kuan,
teve dois filhos.
Mestre de si mesmo, abraçou
as idéias que buscavam os
valores perdidos pelos
homens atuais.
Viveu sua
vida em busca do TAO,
(caminho absoluto).

Caçador e músico inspirado,
Confúcio nasceu no ano 500
antes de Cristo. Seu intento
nos ensinamentos era
conseguir que o
homem agisse
moralmente
bem.

Sua doutrina tem o seu
equivalente no Evangelho:
"
Não faças aos outros o
que não queres que
façam a ti".
Para Confúcio,
"ao mal responde-se com a
justiça e ao bem com a
bondade".
Para os seus
dicípulos proseava:
"Aonde fores vai com todo
o teu coração. O maior dos
defeitos é ter defeitos e não
procurar corrigi-los. Não te
suponhas tão grande que os
outros te pareçam pequenos".

E
enquanto tocava seu alaúde
ou sua cítara formulava as
mais verdadeiras palavras:
"Quando ignoramos uma
coisa, reconhecer que a
ignoramos é sabedoria."

Embora fosse sábio, nunca
conseguiu que algum príncipe
feudau lhe desse um cargo
importante na administração
pública. Talvez por falar com
mais franqueza que convém
a um político.
Confúcio não acreditava na
aristocracia do sangue.
Para ele todos os homens
eram iguais. Dizia que a
verdadeira função do
governo é velar não só
pela prosperidade
pública, mas também
pela felicidade do povo.
E os príncipes dos reinos
feudais daquela época na
China, temiam as
suas verdades.

Aos 72 anos de idade, morreu frustrado,
achando que sua vida fora um fracasso.
Seus dicípulos guardaram 3 anos de luto,
reuniram todas as anotações do mestre
e as transformaram na Bíblia do povo
chinês, num tratado de civilidade que todo
bom príncipe seguiria dali por diante.

Mais tarde, no ano 300 antes de Cristo,
alguns tiranos queimaram os textos e
mataram seus seguidores. Mas ao invés
de conseguirem acabar com o
confucionismo, este se multiplicou
exponencialmente.
E só muito depois
um Imperador
sensato o
aprovou
oficialmente.

De lá para cá, foram tantos os livros
escritos sobre Confúcio, que um homem
em uma só vida não os conseguiria ler.
Confúcio não foi santo nem profeta,
apenas um mestre das idéias, que estava
2000 anos adiantado de seu tempo.

Depois que morreu, Confúcio recebeu
o título de; "Lorde Propagador da
Cultura Sábio Supremo e Grande
Realizador".

Confúcio foi sem dúvida nenhuma,
um dos maiores pensadores da
antigüidade.

Saiba mais sobre Confúcio
clicando AQUI, ou ainda no hiperlink do
título da postagem para assistir a
um vídeo sobre suas mensagens.


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22 November 2006

JANIS LYN JOPLIN ( PEARL )

Ávida leitora dos escritores beats,
Jack
Kerouac
e Allen
Ginsberg,
Janis era
uma nigger
lover,
amava os
negros e as
suas vozes.
Nasceu
em 19 de
janeiro de
1943 em Port Arthur, localidade
petrolífera junto ao Golfo do
México.
Seu pai, Seth Joplin,
era engenheiro, e sua mãe,
Doroty, professora. Tinha
dois irmãos, Laura e Michael.
Com seu temperamento
esquisito, se descrevia:
"Fui uma criança sensível.
Me magoei muito e sofri
muitas confusões. É duro
ser diferente dos outros.
Você está carregada de
emoções e não sabe lidar
com elas".

Janis esteve em seu apogeu
de 1967 a 1970. Sempre
acompanhada de sexo,
solidão, bebidas e drogas.
"Um dia vou fazer uma canção
que descreva o que é fazer amor
com 25 mil pessoas e depois
voltar sozinha para casa".

Mas nenhuma mulher
marcou mais o rock que
Janis Joplin.
Com o amigo Chet Helms, largou
a Universidade do Texas,
em Austin, e saiu numa
viagem pela legalização
da maconha.

Sua primeira investida na loucura
se dá em San Francisco, em North
Beach, bairro dos beatniks e dos
hippies. Sua banda é o Big Brother.
E lá se mistura a Timothy Leary,
Otis Redding e ao LSD-25,
ácido lisérgico.
E foi no Primeiro Festival
Internacional Pop de
Monterey que ela realmente
lançou-se para as estrelas.
Com a ajuda de Albert Grossman,
empresário do rock, Janis vendeu
com seu primeiro LP, Cheap Thrills,
um milhão de cópias. Além do
Festival de Monterey, participou de
Woodstock e Altmont. Janis gravou
ainda o álbum Big Brother & Holding
Company, em 1967 e I Got Dem O'l
Kosmic Blues Egain Mama!, em 1969.

Em 1970 foi passar férias no Rio de
Janeiro e na Bahia. Conta-se que bebeu
todas as vodcas e fumou todas as
maconhas, mas sua droga preferida era
a heroína.

Janis morreu em 4 de outubro de 1970,
em Los Angeles, somente 15 dias depois
de Jimi Hendrix ter morrido em Londres.
Diagnóstico:
injeção de overdose. Janis
foi cremada e suas cinzas lançadas ao
mar. Em seu testamento deixou 2.500
dólares para que fossem gastos numa
festa em sua memória, o que foi
seguido à risca por centenas
de pessoas.
Em 1971, após sua morte, foi lançado
o
álbum Pearl, e Early Performance,
em 1975. Depois, Bette Midler
estrelou o filme, The Rose, no papel
de Janis Joplin.

Adoradora de Bessie Smith, a qual
queria erguer um monumento,
sempre dizia:
"Canto música negra para
tirar dinheiro dos brancos".

Janis morreu aos 27 anos.

E depois de uma vida
curta e atribulada,
nunca mais
niguém
cantou blues
como
ela.

Saiba mais sobre
Janis Joplin, AQUI, e
todas as letras
de suas músicas,
ou clicando no
hiperlink do
título da postagem
para assistir a um vídeo
antológico da rainha
dos Blues.

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19 November 2006

E A VIDA O QUE É, DIGA LÁ MEU IRMÃO.

Tinta guache sobre cartão. 32 x 21. Mas é
também
a forma
mais
pura e
simples
do SER.
A
vida é
uma
estrada
ondulada, sinuosa, sobre o mar
da impermanência. Quem sobre
ela caminha, muitas vezes pensa
em se atirar de seu parapeito,
direto no abismo do mar
sem fim, e lá ficar para
sempre, abreviando
o seu destino
tortuoso.
Mas na maioria das vezes, a
esperança e a curiosidade
fazem com que seu
caminhante dobre
sempre a próxima
curva.
Sobre esta estrada o Ser se
multiplica através de seus
filhos, e se glorifica
através da crença.

Durante a caminhada acumulam-se
as experiências. Boas e más. E ao
se olhar para trás, pode-se ver
os obstáculos transpostos,
enquanto à sua frente, só
existe o indecifrável.
O Ser, então, ao colocar-se nesta
estrada, não mais poderá voltar
atrás. Deverá atravessar o
ilimitado mar, e
colocar os seus
dois pés no
além.
Ao final, quando não mais restar um
só passo desse caminho, suas contas
serão acertadas rigidamente,
inexoravelmente. E então
verá que terá percorrido
a distância de si, para si
mesmo.
E poderá dizer:
"Venci o mar".

Mas, quando num segundo instante,
virar-se para olhar a estrada
percorrida, ele já não
estará mais lá. E
perceberá então
que sua vida
se foi.
Para os que ficarem para trás,
ele só deixará como
lembrança, uma
foto na parede.

E somente então, ao transpor a
barreira da ilusão, ele
caminhará numa nova
estrada, rumo ao
infinito do seu
SER.

Saiba mais sobre a VIDA clicando AQUI, ou ainda no
hiperlink do título da postagem
para assistir em vídeo uma linda
canção sobre a VIDA.


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