
Quero
amor
sincero/
Isso que
eu espero/
Digo ao
mundo
inteiro/
Não quero
dinheiro/
Eu só
quero
amar/
Só quero amar/ Só quero
amar."
Sebastião, Libriano, controverso e
polêmico dos pés à cabeça, nasceu
em 28 de setembro de 1942, nas
imediações da rua do Matoso
e do Largo da Segunda Feira,
na Tijuca, zona norte do Rio de
Janeiro.
Seu pai era cozinheiro, e tinha
mesmo que ser, pois precisava
alimentar seus 19 filhos. O que
seu pai não sabia é que, no meio
de tantos filhos havia um rei: "o
rei do Soul brasileiro."
Aos 16 anos, cansado de batucar na sua
bateria, presente de um tio, Sebastião fez as
malas e se mandou para os EUA.
Queria ser diretor de cinema. Lá,
o máximo que conseguiu, foi ser
entregador de pizzas, além de
participar de um conjunto
chamado "The Ideals".
Foram 5 anos junto aos
americanos. Até que um
belo dia foi preso por uso
de maconha e ficou na
prisão por seis meses,
até ser deportado para
o Brasil. Se não fez
sucesso nos EUA, pelo
menos voltou com o
inglês afiado.
Tim era fã de Elvis Presley,
Chuck Berry, Cauby Peixoto
e Angela Maria.
Sua primeira banda, The Sputnicks,
tinha como parceiros, Roberto Carlos,
Jorge Ben Jor, Erasmo Carlos e Carlos
Imperial. Diziam ser a "máfia" do Largo
da Segunda Feira. Durante suas entrevistas
à mídia, Tim gostava de falar que foi ele
quem ensinou o Roberto Carlos a
cantar.
Entre 1968 e 1970 lançou dois
compactos que continham as
músicas "Eu Amo Você" e
"Primavera", ambas sucessos
nas rádios. Em 1970, já na
Polygram, emplacou seu LP,
"Tim Maia", com as músicas;
"Azul da cor do mar", "Eu e Você",
e "Primavera", esta última relançada.
Nos anos 70 Tim abalou as discotecas
com "Não Quero Dinheiro" (só quero amar),
lembram?
Espirituoso, Tim gostava de rir de si mesmo.
Dizia: O problema do gordo é um só: quando ele
penetra não beija; e quando beija não penetra."
Em 1975 entrou para a seita Universo em
Desencanto. Depois de três anos
desencantou-se da seita e retornou às
paradas de sucessos com os hits:
"Sossego", "Acenda o Farol e "A Fim de Voltar".
Na década seguinte emplacou:
"Dia de Domingo", "Me Dê Motivo"
"Descobridor dos Sete Mares" e
"Do Leme ao Pontal".
Nos anos 90 gravou bossa-nova
com as músicas "Minha Namorada" e
"Eu e a Brisa".
Durante sua carreira de 28 anos,
lançou 33 discos. O último foi em
1998; "Tim Maia ao Vivo Vol II".
Entres seus discos podemos encontrar:
"Sufocante", 1984. "Descobridor dos Sete
Mares, 1983". "Tim Maia Disco Club/Sossego",
1978.
"Dance Bem", 1990. "Pro meu Grande Amor",
1997, e "What a Wonderful World", 1997
Tim ainda torcia doentemente pelo
América Futebol Club, e em 1987
gravou o CD "Somos América".
Era um final de tarde, dia de
apresentação de Tim e sua banda,
Vitória Régia, no Teatro Municipal
de Niterói. De repente o corpo
baqueou e entrou em choque.
Tim foi levado às pressas para
o hospital. E ainda ficou por lá
durante uma semana, lutando
contra a morte. Mas ao final,
o corpo cansado de tantos altos e
baixos durante toda a sua vida,
cedeu ao descanso eterno, e
Tim partiu no dia 15 de março
de 1998, aos 55 anos.
Chovia muito neste dia. Mas mesmo
assim uma legião de fãs compareceu
ao seu último adeus.
Se sua morte foi causada pela ingestão
exagerada de drogas, ninguém sabe,
mas o fato é que, sobre as drogas, ele
tinha a resposta na ponta da língua:
"Eu não fumo, não bebo e não cheiro.
Meu único defeito é que eu minto um
pouco."
Saiba mais sobre as letras das músicas
de Tim Maia, AQUI, ou ainda clicando no hiperlink do
título da postagem para assistir o vídeo,
Azul da Cor do Mar.
Confira também AQUI, as postagens do novo
blog Beta Correio Astral.

1 comment:
Sbastião Tim Maia. O rei do Soul.
Post a Comment