
trono de
um
apartamento,
com a boca
escancarada,
cheia de dentes,
esperando a
morte chegar.
Porque, dentro
das cercas
embandeiradas
que separam
quintais, do cume calmo do
meu olho que vê, assenta a
sombra sonora de um
disco-voador."
Suas letras eram assim, de uma
maluquice poética fora do
normal.
Filho de Raul e Eugênia, Raul
Seixas nasceu em Salvador,
Bahia, em 21 de junho de 1945.
Considerado o Pai do Rock
Brasileiro, de 1968 a 1989,
fincou o pé profundamente
na estrada das loucuras poéticas.
Pelo caminho, perambulou por
muitas gravadoras; Odeon, Philips,
Phonogram, Som Livre, Warner Music,
CBS, e outras.
Fã apaixonado de Elvis Presley,
seu primeiro conjunto musical
foi, "Os Relâmpagos do Rock".
Depois veio o "The Panters" e
"Raulzito e os Panteras".
O primeiro disco, (Raulzito
e os Panteras) foi um fracasso.
O segundo, (Sociedade da Grã-Ordem
Kavernista Apresenta Sessão das 10),
rendeu-lhe a expulsão de sua gravadora, CBS.
Mas em em 1974, (Gita) vendeu
600 mil cópias.
Projetado nacionalmente ao
participar do VII Festival Internacional
da Canção, em 1972, promovido
por Augusto Marzagão, Raul
deslanchou, e em 1973 teve como
grande parceiro musical, o mundialmente
conhecido escritor, Paulo Coelho,
no disco, Krig-Ha, Bandolo! Palavras
estas tiradas das revistas em quadrinhos
de Tarzan o Rei das Selvas.
Em 1974 é preso e torturado nas
dependências do DOPS (Polícia
Política), e se exilou nos EUA.
Teve várias mulheres: Edith Wisner,
Glória Vasques, Tania Menna Barreto,
Angela Afonso Costa (a Kika Seixas), e
Lena Coutinho. Com elas teve três
filhas.
Seu envolvimento com drogas e
álcool eram constantes, e isso o
levou várias vezes ao hospital.
Em 1988 gravou seu último
disco solo; "Pedra do Gênesis".
E com seu parceiro, Marcelo Nova,
gravou ainda em 1989; "Panela do Diabo".
Gravou Rauzito e os Panteras, 1968.
Sociedade da Grã -Ordem Kavernista
Apresenta Sessão das 10, 1971. Os
24 Maiores Sucessos da Era do Rock,
1973. Krig-Ha, Bandolo!, 1973. Gita,
1974. 20 Anos de Rock, 1975. Novo
Aeon, 1975. Há dez Mil Anos Atrás,
1976. Raul Rock Seixas, 1977. O Dia
Em Que a Terra Parou, 1977. Mata
Virgem, 1978. Por Quem Os Sinos
Dobram, 1979 . Abre-te Sésamo, 1980.
Raul Seixas, 1983. Metrô Linha 743,
1984. Let Me Sing My Rock And Roll,
1985. Raul Rock Volume 2, 1986.
Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!,
1987. A Pedra do Gênesis, 1988. A Panela
do Diabo, 1989.
Raul Seixas morreu em 21 de agosto de
1989, aos 44 anos de idade. Se vivo fosse,
teria hoje 61 anos. Ele foi um baú de
sobressaltos musicais.
Sua maior definição foi a de ser um
maluco beleza. Suas letras bizarras,
esquisitamente poéticas são recheadas de
citações geniais: "Sou tão bom ator que me
finjo de poeta e compositor e todo mundo
acredita". Ou;
"Ninguém morre.
As pessoas só
despertam,
do sonho da
vida".
Uma coisa é certa. Onde quer
que esteja agora, em qualquer
planeta ou em qualquer estrela,
deve estar cantarolando um rock.
Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!
Saiba mais sobre Raul Seixas,
clicando AQUI, ou ainda no hiperlink do
título da postagem para assistir um
vídeo nostálgico do rei do rock
brasileiro.
Confira também ,AQUI as novas postagens
do blog beta Correio Astral.

1 comment:
Gênio imortal do rock brasileiro.
Post a Comment