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23 January 2007

MANOEL DOS SANTOS - Alegria do Povo

Foi numa
pequena
vila do
interior do
Rio de
Janeiro,
Pau Grande,
distrito de
Magé, que
em 28 de
outubro de
1933, sob o
signo de Escorpião, nascia
um "anjo de pernas tortas", e
que depois viria a ser o herói
do futebol brasileiro: Mané
Garrincha, o demolidor dos
gramados.

Na vila onde nasceu havia
uma fábrica de tecidos,
América Fabril, comandada
por empresários ingleses. A
fábrica tinha um time amador
chamado Pau Grande. Aos 15
anos Garrincha foi trabalhar
na fábrica e entrou para o time.
E o time nunca mais perdeu.
Os placares eram de 7x0 pra
cima.

Mané foi então para a Capital
tentar a sorte. Mas o Flamengo,
o Fluminense e o Vasco viraram-lhe
as costas. Ninguém queria um moleque
de pernas tortas. Até que um dia um
olheiro o convidou para fazer um teste
no Botafogo de Futebol e Regatas, o
time da Estrela Solitária.

Seu primeiro marcador foi Nilton Santos,
que logo levou várias bolas por baixo das
pernas. Ao final do jogo foi contratado
pela módica quantia equivalente a 27
dólares, a menor transação feita por um
jogador de sua categoria, em toda a história
do futebol, uma ninharia.

Garrincha ficou no Botafogo de 1953 a
1964. Na Seleção Brasileira ficou de
1957 a 1966. Jogou no Corinthias, Flamengo,
Olaria, e pelo Vasco jogou uma única
partida. Sua carreira profissional foi até
1972, e pelo Botafogo marcou 239 gols.
Quando jogava na Seleção ao lado de
Pelé o Brasil nunca perdia.

Sua vida familiar era um rodemoinho.
Tinha 15 irmãos. Quando criança vivia solto
pelas ruas de Pau Grande, o que lhe valeu o
apelido de Garrincha, nome nordestino da
cambaxirra, pássaro alegre que não se adapta
ao cativeiro. Foi sua irmã mais velha, Rosa,
que lhe deu o apelido. Seu gosto pelo álcool
vinha desde os tempos da adolescência,
quando passava noitadas fora de casa
com seus outros irmãos.

Teve várias mulheres e muitos filhos, sendo
um deles com uma mulher sueca. Mas seu
grande amor foi a cantora Elsa Soares que
o apoiou por toda a vida. Por duas vezes
tentou se suicidar. Teve três acidentes de
carro, onde em um morreu a mãe de
Elsa. O vício do álcool o fez internar-se
por dezenas de vezes.

Seus últimos dias, veja AQUI, foram
testemunhados por seu amigo,
compadre e primeiro marcador no
Botafogo, Nilton Santos. Nem de longe
era o craque que diblava, ziguezagueava,
ia e voltava e deixava os adversários no chão.
O álcool havia lhe passado a bola por baixo
das pernas.

Garrincha foi homenageado por Escola de
Samba, teve por breve tempo uma escolinha
de futebol, mas seus últimos momentos
foram em cima de um carro do Corpo de
Bombeiros,
em 20 de janeiro de 1983.

O trânsito parou para ver passar a
alegria do povo no seu último adeus.
De cima dos viadutos, passarelas e
calçadas, todos queriam se despedir
de seu ídolo. Mas antes de ir ele
deixou escrito, além dos gramados,
um pouco de seus sentimentos, um
sambinha dedicado à sua amada
Elsa Soares.

RECEITA DE BALANÇO
Samba de Manoel dos Santos
Garrincha

Vamos balançar
Cantando
Vamos balançar
Sambando
Vamos balançar
E deixando a tristeza pra lá

Como é que nasce o amor?
Balançando
Como é que se cura uma dor?
Cantando
Então vamos balançar
E deixando a tristeza pra lá

São 24 anos sem Garrincha. Se
hoje estivesse vivo teria 73 anos
de idade. Depois de sua morte
os gramados nunca mais viram
um espetáculo de verdade. Veja
AQUI.

Saiba mais sobre Garrincha clicando
no hiperlink do título da postagem,
ou AQUI, para assistir em vídeo os
seus dibles espetaculares.

Confira também AQUI, as postagens
na versão Beta do novo Blog
Correio Astral.
Posted by Picasa

1 comment:

Anonymous said...

Garrincha foi o maior jogador de todos os tempos. Maior até que Pelé.