
"Se vocêtiver que
me
indagar
o que é
o Jazz,
você
nunca
saberá."
De vez
em
quando
nasce um
gênio no mundo.
Na música o Jazz não
teria a mesma importância se não
houvesse Louis, ou Satchmo, ou
Pops, como era carinhosamente
chamado pelos milhões de fãs.
Ele foi o maior trompetista,
solista e cantor que o Jazz
já exibiu.
Louis nasceu sob o signo de Leão
em Storyville, distrito de New
Orleans na Lousiana, no dia 4
de agosto de 1901. Foi ali, bem ao
lado do rio Mississippi, o mais
longo dos EUA, que Satchmo veio
ao mundo.
New Orleans foi fundada pelos
franceses em 1718, e logo tornou-se
a terra do redemoinho cultural
que misturava franceses, espanhois
e afro-americanos no
mesmo tanque
musical.
É lá que acontecem o Mardi Gras
(terça-feira gorda), o South Decadence
(parada gay), o Jazz Fest (festival de Jazz)
e o Sugar Bowl (campeonato universitário
de futebol).
Ao nascer Satchmo não poderia ser mais
pobre, unicamente por falta de espaço
físico na sua vida miserável. De um lado
as casas de prostituição, de outro as
pequenas igrejas que alimentavam a fé
e a esperança num futuro melhor.
Mas foi sem futuro que Louis cresceu nas
ruas. Até que um dia, despertado pelo som
de uma corneta, resolveu comprar uma e
aprender a ser músico. E aprendeu a tocar
sozinho a surrada corneta de segunda mão.
A CORNETA, foi a sua salvação. Com ela
passou a ganhar algumas moedas tocando
pelas ruas junto com outros músicos.
Mas até então Satchmo não era um exemplo
de criança. Portava um revólver com o qual
dava tiros para o ar durante as festas públicas
da vila, e até mesmo em suas apresentações
de corneteiro. Tal atitude acabou levando-o
para um reformatório e lá ficou detido por dois
anos. Era tudo que ele precisava. Lá ele aprendeu
harmonia e desenvolveu seu talento, liderando
a bandinha do reformatório.
Quando saiu, New Orleans estava tomada por
dezenas de bandas musicais: Jazz, Blues,
Ragtime e Boggie Woggie. Louis mergulhou
fundo nisso tudo e criou seu próprio estilo
inconfundivel. Aos 18 anos foi para Chicago
tocar com Fate Mareble, e casou-se com Lillian
Hardim, sua segunda esposa, a primeira teria
sido uma prostituta de Historyvile, sua vila
natal. O Hot Five foi o seu primeiro grupo
como líder. Mas já em 1928 começou a tocar
em grandes orquestras onde era o solista
soberano, livre, ilimitado, independente e
absoluto.
Depois de inúmeras turnês pela Europa, Louis
divorcia-se de Lillian e casa-se com Alpha Smith.
Depois de dez anos de união com Alpha o
casamento também chegou ao fim. Então
conhece Lucille Wilson com quem
permanece até o dia de sua morte.
No período pós-guerra o swing caiu
em desuso e ficou antiquado.
Mas sabiamente Louis deu a
volta por cima ao criar a
mitológica banda:
"Louis Armstrong and His All Stars".
Era o maior sexteto daqueles tempos difíceis:
Jack Teagarden (trobonista), Barney Bigard
(clarinetista), Sid Catlett (baterista),
Earl Hines (pianista), Arvel Shaw (baixista)
e ele, o grande Louis, no trompete
e vocal.
Com a All Stars, Louis consagrou-se mundialmente.
Como cantor, sua voz rouca contrastava com as
notas altíssimas de seu trompete mágico e enebriava
as platéias do mundo inteiro.
Seus maiores sucessos foram:
"What a Wonderful World", "Ain't Misbehavin",
"We Have All the Time in the World, "Stardust".
Louis gravou 14 discos, entre eles:
King Olivers Creole Jazz Band, 1923.
Satchmo at Symphony Hall, 1947.
Ella and Louis, 1956.
Hello, Dolly, 1963.
Fez ainda 34 filmes, entre eles:
Ex-Flame, 1930.
Dr. Rhythm, 1938.
Jam Session, 1944
New Orleans, 1947.
The Beat Generation, 1959.
When the Boys Meet the Girls, 1965.
Quando Satchmo morreu em 6 de julho
de 1971, aos 71 anos de idade, o Jazz ficou
mais pobre, assim com ele na infância.
Duke Ellingthon declarou: "Ele nasceu
pobre, morreu rico mas nunca feriu
qualquer um em seu caminho."
Elevado às nuvens como o maior trompetista
e cantor de todos os tempos, Louis terminou
sua jornada de 54 anos ininterruptos de
carreira musical, ao lado da mulher Lucille
Wilson. Morreu tranquilo num dos quartos
do Beth Israel Medical Center onde estava
internado a quase um mês. O Presidente
Nixon expressou seus sentimentos
publicamente, assim como os milhões de
fãs americanos e de todo o mundo. Disse que
ele foi, com seu espírito artístico e individual,
um dos arquitetos da formação da América
livre.
Seu enterro foi acompanhado pelos papas da
música, Gene Krupa, Benny Goodman, Al Hirt,
Eddie Condon, Duke Ellington e outras centenas
de estrelas do Jazz, atores e personalidades do
mundo todo.
Quando ele partiu o Jazz também morreu um
pouco. Ele foi o maior de seu tempo.
Simplesmente o maior.
Saiba mais sobre Louis Armstrong AQUI, AQUI, ou
ainda no hiperlink do título da postagem
para assistir ao vídeo do maior trompetista de
todos os tempos.
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