Nascido láno interior
da roça, é
pau de toda
obra. Sobe
barreira,
barranco e
não atola.
Conversível.
Carrega água, leite, colheita e gente.
Passeia e viaja
Motor zero km.Suspensão a ar,
vista espetacular,
ar condicionado puro.
Rodões. Banda larga, celular e GPS.
De um mundo ao outro num piscar
de olhos.
Então ele acordou e viu que
jorrava no quintal de casa,
um poço de petróleo. Beliscou
o braço para ver se estava dormindo,
mas ainda assim foi dar uma espiadinha
pela janela. E lá estava: o ouro negro
inundava o seu terreiro.
Sua primeira ação foi comprar
um carrinho novo. E mesmo depois
de já ter juntado uma coleção de
carrinhos, ele nunca esqueceu do seu
primeiro caminhãozinho.
Uma vez um xeique árabe quis
comprá-lo. Mas ele não vendeu.
Sonho não tem preço.
Ou tem?

1 comment:
Um dia, minha fazenda, eu chego aí.
Post a Comment