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12 December 2006

FRANCISCO BUARQUE DE HOLANDA

É so olhar
pra ele e ver
que ele
pertence à
elite da
música
popular
brasileira.
E não é pra
menos, pois
seus
parceiros
são todos
estrelas de primeira grandeza:
Vinícius de Moraes, Edu Lobo,
Milton Nascimento, Toquinho,
Francis Hime, Tom Jobim,
Caetano Veloso, e mais um céu
inteiro de astros.

Filho de Sergio e de Maria, este
geminiano é o quarto dos sete irmãos.
Viveu a juventude em São Paulo, onde
sua diversão maior era surrupiar
automóveis para dar umas
bandas pela cidade. Suas
paixões além da música são
o uísque e o futebol. Pra suar
o uísque, formou o seu próprio
time de futebol, o Politheama,
nome tirado de um velho e
pulguento cinema que havia no
Largo do Machado, perto da
Casa de Saúde São Sebastião,
onde nasceu, em 19 de junho de

1944.

De seu casamento
com Marieta, nasceram três
filhas: Silvia, Luisa e Helena.

Quando Chico começou a carreira,
o caminho da fama eram os festivais
da canção. E como compositor
desde os 12 anos, pisou fundo na
estrada, sob a influência de seus
ídolos:
Ataulfo Alves, Noel Rosa,
Ismael Silva, Elvis Presley,
The Platters e João
Gilberto.

Tinha um gosto eclético. Seu sonho
era ser cantor de rádio.
Sua primeira
composição foi "
Canção dos olhos",
mas ele diz que a primeira mesmo, foi
"Tem mais samba", em 1964, ano da
revolução.
O primeiro compacto
trazia as músicas: "Pedro pedreiro" e
"Sonho de um carnaval".
E o seu
primeiro cachê foi o equivalente à
30 dólares.

Em 1966 venceu o Festival de Música
com "A Banda". A música ficou tão
importante, que você, se estiver em
Londres, poderá ouvi-la ao vivo
durante a troca da guarda do
Palácio de Buckingham,
residência da Rainha da
Inglaterra.

Em 1967 foi a vez de "Roda Viva".
Em 1968 venceu com "Sabiá",
a composição de Geraldo Vandré,
"Pra não dizer que não falei de flores".

Enganjado em todo contexto social,
ainda em 1968 participou da marcha
dos 100 mil, contra a ditadura militar.

Foi exilado em Roma. Na volta do exílio
compôs "Apesar de você", e vendeu 100 mil
cópias. Seu descanso preferido é Cuba.
Para o cinema compôs "Quando o carnaval
chegar", "Vai trabalhar vagabundo",
"Os saltimbancos trapalhões",
"Ópera do malandro",
"Dona flor e seus dois maridos"
e "By By Brasil".

Chico já fez de tudo. Traduziu, escreveu,
musicou e deu uma de ator. Suas
composições criticam as aparências
sociais, culturais e econômicas. Ele
gosta de dizer que tem a alma feminina.
E demonstra isso em pelo menos duas
espetaculares canções: "Olhos nos olhos"
e "Folhetim".

De Elis Regina a Ney Matogrosso,
passando por Angela Maria e
Cauby Peixoto, há uma fila de
cantores querendo interpretar
suas canções.
Até hoje, entre discos,
CDs e DVDs, foram 60 lançamentos;
entre eles: "Apesar de você", 1970.
"Meus caros amigos", 1976. "Gota
d'água", 1977. "Vida", 1980. "Por un
pugno di samba", 1970. "Construção",
1971.
O último lançamento foi o CD+
DVD com documentário "Desconstrução",
2006.

Chico Buarque é patrimônio nacional.
As mulheres puxam os cabelos na disputa
por um ingresso em seus shows. Os homens
sentem aquela pontinha de inveja.
Em mais
de 40 anos na estrada, este quase ex-craque
de futebol, goleador de todas as letras,
contruiu a sua estrada e fez do país um
"sanatório geral".

Pode até não parecer. Mas Chico é a
cara do Brasil. É ou não é?

"O meu pai era paulista, meu avô
pernambucano, o meu bisavô
mineiro, meu tataravô bahiano,
estou na estrada há muitos anos,
sou um artista brasileiro."

Saiba mais sobre Chico Buarque
AQUI, ou ainda clicando no hiperlik do título
da postagem para assistir ao vídeo
"João e Maria".


Confira também AQUI, as postagens do
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Posted by Picasa

1 comment:

Anonymous said...

Chico Buarque é o malandro elegante da música popular brasileira. Joga em todas as posições. Corre no ataque, defende no gol e distribui no meio de campo. Se não hovesse o Chico Buarque, seria preciso inventar um. E salve o Politheama.