
arquitetura
da Escola
Nacional de
Belas Artes,
resolveu
trocar seu
nome para o
pseudônimo
João de Barro.
Seu verdadeiro
nome era Carlos
Alberto Ferreira Braga.
Na época já estava envolvido com
a música, ao lado de Noel Rosa,
Almirante e Alvinho no conjunto
"Bando dos Tangarás", que antes
se chamava "Flor do Tempo".
Para o assombro de sua família,
resolveu largar a arquitetura para ser
compositor de marchinhas
de carnaval. E deu certo.
Seus primeiros sucessos foram,
"Trem Blindado" e
"Moreninha da Praia".
Isso em 1933.
Ninguém fez tanto sucesso com músicas de
carnaval quanto ele. "A Turma do Funil", 1939.
"Balancê", 1937. "As Pastorinhas", 1939.
"Chiquita Bacana", 1941.
"Touradas de Madri",
1938. "A Mulata é a Tal", 1948
e "Garota Saint- Tropez", 1962,
são até hoje canções inesquecíveis
que são lembradas pelo povo.
Foram mais de 400 canções. Com
Pixinguinha, compôs "Carinhoso" em
1937. Trabalhou e foi interpretado por
Carmem Miranda, Orlando Silva,
Herivelton Martins, Dalva de Oliveira,
Dick Farney, Ângela Maria, Isaura
garcia, Alberto Ribeiro, Alcyr Pires
Vermelho, Jota Júnior, e mais
recentemente João Bosco e Elis
Regina. A todos influenciou
e empurrou para frente
suas carreiras
artísticas.
Braguinha fez Versões de músicas
famosas, entre elas: "Luzes da Ribalta"
e "Sorri", ambas de Charles Chaplin.
Para as festas de São João, compôs
"Capelinha de Melão", "Sobe Balão",
"Mané Fogueteiro", "Pedido a São João"
e "Noites de Junho".
Em 1984 foi enredo da Escola de Samba
Mangueira com "Yes, Nós Temos Braguinha".
Para as crianças escrevia livros de
estórias infantis:
"Eu vou", para Branca de Neve.
"Lobo Mau", para Chapeuzinho Vermelho.
"Quem tem medo do lobo mau", para
os Três Porquinhos.
"Canção do Urubu", para Festa no Céu.
"Quem quer casar", para Estória da
Baratinha, entre outras.
Seus maiores clássicos foram:
"Copacabana", 1946. "A saudade
Mata a Gente", 1948. "Laura", 1957.
"Onde o céu é mais azul" 1940.
"Felicidade", 1953.
A primeira composição se deu aos
16 anos de idade, letra e música:
"Vestidinho Encarnado". Ele também
atuou como roteirista de cinema em
"Alô, Alô Brasil" e "Estudantes".
Com dona Astréa Rabelo Cantolino,
teve a filha Maria Cecília, que lhe deu
três netos, Maria Luiza, Carlos Alberto
e Maria Claudia. Daí nasceram 6
bisnestos. Ele costumava dizer:
"A vida só gosta de quem gosta dela".
Em seus 99 anos de vida, esse Ariano
de Copacabana fez de tudo um pouco no
mundo da arte das canções.
Braguinha, carioca da gema, nascido
em 29 de março de 1907, morreu em
24 de dezembro de 2006, na véspera
de Natal. Mas não deixou ninguém
triste, pois sua obra soa mais alto do
que as lágrimas do Arlequim,
do Pierrô e da Colombina.
Hoje só nos resta saudade.
Porém, sua imagem continua
entre nós, na entrada de
Copacabana, recebendo de
braços abertos todos que ao
bairro do seu coração chegam.
Com sua morte, morre também um
pouco da música sincera e inofensiva
que alegrava os carnavais de outrora.
Salpicados em nossas lembranças
ficarão apenas os confetes e as
serpentinas.
" Meu coração
Não sei porque
Bate feliz, quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim, foges de mim..."
Saiba mais sobre Braguinha clicando AQUI ou
no hiperlink do título da postagem para
assistir a um vídeo especial deste grande
compositor.
Confira também AQUI, as postagens
do novo Blog Beta Correio Astral.

1 comment:
Braguinha foi um dos maiores compositores do carnaval. Sem ele a folia fica mais triste.
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