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11 December 2006

NOEL DE MEDEIROS ROSA ( o bamba da Vila )

Se vivo
hoje
estivesse,
completaria
96 anos de
idade.
Em 11 de
dezembro
de 1910, o
mundo
esperava
por Noel.
Sua mãe,
dona Martha, sofria para
trazê-lo à vida, mas Noel não
queria nascer. Então o médico
falou: me traz o fórceps! E o
queixo de Noel nunca mais foi
o mesmo. No lugar do queixo
nasceram os versos que
inundariam as ruas de
Vila Isabel.

Seu pai, Manuel, tocava violão,
sua mãe, bandolim, sua tia,
violino e sua madrinha, piano.
Com essa orquestra em casa,
Noel tinha que tocar alguma
coisa.

A vida curta de Noel foi boa,
sem traumas, a não ser pelo
fato de ter presenciado o
suicídio por enforcamento
de sua avó, no quintal de casa.
Seu bisavô havia feito o mesmo
anos antes.

Mas a vida seguiu. Crítico mordaz,
suas canções eram recheadas de
tênue agressividade e bom-humor.
Seu maior rival no samba era o
compositor Wilson Batista,
com quem travava uma guerra de
versos e melodias, que faziam a
festa da imprensa da época.

Nos anos 20, Noel fez várias canções.
"Toada do Céu" e "Minha Viola",
foram muito cantadas nos cabarés e
botequins.
Mas Noel só deslanchou
com o samba "Com que Roupa" ( eu
vou ao samba que você me convidou),
lembram?
Vendeu 15 mil cópias.

Noel era boêmio, cervejeiro de noitadas
intermináveis ao lado dos amigos fiéis.
Queria ser médico, chegando a cursar o
primeiro ano de medicina. Mas o bisturi
não tinha molejo, nem o estetoscópio o
som da viola. E o samba falou mais alto.
Apesar de mulherengo, casou-se com
dona Lindaura, mas tinha a alma infiel,
sua maior paixão era mesmo Ceci, a
dama do cabaré da Lapa.

Compôs mais de 200 canções. Algumas
inesquecíveis:
"Gago Apaixonado", 1930. "O Orvalho Vem
Caindo", 1933. "Feitiço da Vila", 1936. "Fita
Amarela", 1932. "Dama do Cabaré",1934.
"Conversa de Botequim, 1935. "Pierrô
Apaixonado", 1935. ""Três Apitos", 1933.
"Pastorinhas", 1934.

Para Noel a noite era uma criança.
Quando no botequim se juntava
aos amigos,
Almirante, Ismael
Silva, Aracy de Almeida, Cartola,
Mario Lago, Vadico, Lamartine Babo,
Heitor dos Prazeres, Braguinha e
tantos outros,
tudo era festa. Então
entre um brinde e outro, filosofava.

"Antes, a palavra samba era sinônimo
de mulher. Agora, já não é assim. Há
também o dinheiro, a crise. A mulher
e o dinheiro são, afinal, as únicas coisas
sérias do mundo".

E então todos brindavam às mulheres e
ao dinheiro. E quando davam por si,
o sol já vinha raiando, a madrugada
sumindo, o mundo acordando, e o
samba dormindo.

Noel Rosa morreu em 4 de maio de 1937
aos 26 anos de idade. Foi até o final um
Sagitariano de espírito livre e versos na
ponta da língua.

Em 2007 serão comemorados os 70 anos
de sua morte, com o lançamento do
longa-metragem, "Noel-Poeta da Vila",
do diretor Ricardo van Steen.

"Quem nasce lá na Vila, nem sequer vacila
ao abraçar o samba, que faz dançar os galhos
do arvoredo, e faz a Vila nascer mais cedo".

Saiba mais sobre Noel Rosa clicando
AQUI, ou ainda no hiperlink do título
da postagem para assistir um vídeo
clássico de Noel e o Bando Tangarás.


Confira também AQUI, as postagens do
novo blog Beta Correio Astral.
Posted by Picasa

1 comment:

Anonymous said...

Noel Rosa foi o maior sambista da história. Com sua morte o samba ficou doente.