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16 December 2006

SEVERINO DIAS DE OLIVEIRA (SIVUCA)

Se houve
alguém que
difundiu o
gosto pela
sanfona, no
mundo, este
alguém foi
Sivuca.
Doutor
em música,
nasceu em
Itabaiana, interior da
Paraíba, no dia 26 de maio de 1930.
Dominador de ritmos, seu fole foi
soprado por todos os continentes.
Brincava de frevo, jazz, choro e
forró
.

Tocador de sanfona nas ruas de
sua terra natal, ainda criança,
reunia multidões à sua volta
toda vez que a sanfona
chorava. Era só ele
tocar pro povo
todo dançar.

Em 1950 gravou "Adeus, Maria Fulô",
seu primeiro LP. Uma das
interpretações chamava-se
"Tico-Tico no Fubá", de
Zequinha de Abreu.

Sivuca era cidadão do mundo. Morou
em Nova Iorque, Paris e Lisboa.
Nos anos 60 juntou-se à Miriam
Makeba, fez o arranjo para
"Pata Pata", e seguiram mundo
a fora, com o sucesso da
música mais tocada
nas rádios.

Pela sua inventividade e genealidade
musical, recebeu o apelido de
"Poeta do Som".

Filho de José Dias de Oliveira e
Abdolia Albertina de Oliveira,
Sivuca nasceu albino, e como tal,
não podia trabalhar exposto ao
sol na lavoura, e também não se
adaptou à profissão de sapateiro.
Então seu pai fez para ele uma
rudimentar harmônica e tudo
mudou. Dizia: "
Se eu não fosse
músico seria sapateiro".

Tendo como mestre musical o
maestro Guerra Peixe, foi parceiro
de dezenas de artistas, entre eles,
Abel Ferreira, Trio Iraquitã,
Rosinha de Valença, Jackson do
Pandeiro, Luiz Gonzaga, Rildo Hora
e Chico Buarque, que colocou letra
numa de suas canções, feita em 1947,
e a intitulou, "João e Maria". Nesta
música, Chico fez um dueto com
Nara Leão.

Sivuca era multi-instrumentista.
Uma vez nos EUA, Miles Davis,
assistindo um comercial para TV,
onde Sivuca desdobrava a sanfona,
ficou impressionado e mandou-lhe
um telegrama:
"Mister Sivuca.
Finalmente encontrei alguém que
me fizesse fazer as pazes com este
maldito acordeão."

Sivuca compunha para todos os
gêneros e repertórios, incluindo
aí o erudito. Era um virtuoso.
Gosta de dizer que de maneira
modesta tentava se inserir na
família dos grandes maestros,
Villa-Lobos, Radamés Gnattali
e Camargo Guarnieri.

Sivuca foi muito feliz em suas
parcerias pela vida. Mas sua
maior parceira e inspiradora
foi sua mulher, a cantora e
compositora, Glorinha Gadelha,
com quem viveu por mais de
30 anos.

Foram 28 lançamentos; entre eles,
"Motivo para Dançar", 1956.
"Golden Bossa Nova Guitar", 1968.
"Live at the Vilagge Gate",1973.
"Sivuca e Rosinha Valença", 1977.
"Chico's Bar - Toots Thielemans &
Sivuca", 1986". "Enfim Solo", 1997.

Sivuca morreu em 14 de dezembro
de 2006, aos 76 anos. Sobre sua
alegria de viver,
era poético:

"Dentro da minha alma tem mais
alegria do que sofrimento. O
sofrimento eu uso para ajudar as
flores do meu jardim nascerem
com mais força".

Saiba mais AQUI, sobre o maestro Sivuca,
ou ainda clicando no hiperlink do título
da postagem para assistir a um vídeo do
maestro, datado de 1969.


Confira ainda AQUI, as postagens do
novo Blog Beta Correio Astral.
Posted by Picasa

1 comment:

Anonymous said...

Sivuca foi o mestre da sanfona. Soprador de fole cujo som embalava os mais lindos versos.