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07 September 2007

Luciano Pavarotti

"Aprender
música lendo
teoria é como
fazer amor por
correspondência."

Tenor incomparável,
certa vez ao final de
uma apresentação
foi chamado à cena
por 17 vezes sob
constante aplauso.
Estava só começando
a carreira.

Tal façanha era o
princípio para quem
estreava no papel de
Rodolfo, na Ópera La
Bhoème, de Giacomo
Puccini, em Reggio
Emília, no dia 29 de
abril de 1961.
Mais tarde durante a carreira,
entrou para o GUINNESS WORLD RECORDS,
pelo maior número de chamadas ao palco:
165 vezes. Depois foi itambém incluido pelo
álbum mais vendido da música clássica em
todos os tempos: "Os Três Tenores".

PAVAROTTI, PLÁCIDO DOMINGO e
JOSÉ CARRERAS.

Pavarotti nasceu em 12 de outubro de 1935,
em Módena, Emília-Romagna, Norte da
Itália. Foi o maior intérprete de Puccini,
Verdi e Donizetti. Através de sua voz a Ópera,
antes restrita a platéias sisudas ou bicudas,
tornou-se popular e acessível ao povão nos
grandes concertos ao ar livre.

Ele fazia duetos populares com Céline Dion, U2,
Roberto Carlos, Bryan Adams, Barry White e
Frank Sinatra. Era um gênio vocal, cantava
o erudito e o popular. Foram mais de 40 anos
de estrada, passando pelos maiores teatros do
mundo: Royal Opera House (Londres), Teatro
alla Scala (Milão) e Metropolitan Opera House
(Nova Iorque).

Sua aparição no cenário mundial se deu ao
substituir um outro tenor, ao lado da
magnífica soprano, Joan Sutherland, em
1965, Miami, EUA. Depois cantou pelo
mundo todo incluindo a China. Mas foi
com o álbum "Os Três Tenores" que
ele reuniu multidões: 150.000 no Hyde Park,
Londres. 600.000 no Central Park, NY.
350.000, Paris.

Pavarotti foi o primeiro dos três filhos do
padeiro e tenor amador, Fernando Pavarotti,
e da operária de fábrica de tabaco, Adele
Pavarotti. Ele casou-se em primeiras núpcias
com Adua Veroni em 1960, e com ela teve três
filhos. Divorciou-se em 2000 para casar-se
em 2003, com sua assistente, Nicoletta Mantovani,
com quem teve gêmeos, mas somente uma criança,
Alice, sobreviveu.

Através de sua Fundação, Pavarotti arrecadava
milhões de dólares e os doava às crianças do mundo
inteiro, incluindo as da guerra da Bósnia.

Em 2004 começaram os problemas de saúde.
Primeiro internou-se para reparar duas
vértebras do pescoço. Depois descobriu
que estava com câncer no pâncreas.
Isto o fez sofrer muito. Seus shows
beneficentes "Pavarotti & Friends"
reuniam multidões. Ao seu lado
astros da música, esporte e cinema
o ajudavam na arrecadação de
recursos para as crianças:
Michael Jackson, Madona,
Michael Douglas, Rick Martin,
Bono Vox, Mariah Carey e
Magic Johnson eram algumas
das estrelas que se apresentavam
com Pavarotti. Ele era o
mensageiro da Paz Mundial das
Nações Unidas, um defensor
obstinado do desarmamento
nuclear.

Pavarotti tinha 71 anos ao morrer ontem,
6 de setembro, em casa ao lado da família.
Em mais de 40 anos de carreira lançou 37
discos, entre eles; "Miss Sarajevo", "Sinatra
80th", "Let's Talk About Love", The Best",
"Carnival" e "Greatest Hits". Foram muitas
as gravadoras: Island Records, Decca, Capitol,
Columbia, Sony, RCA Victor, Universal, The
Rocket e Mercury Records.

Com sua morte o mundo perde um grande
defensor da Paz Mundial. Com sua voz
Pavarotti atingiu o céu da música universal
com o mais longo e o mais alto DÓ TENOR,
de todos os tenores e em todos os tempos.

Não há nada igualável no universo da música.
Hoje o mundo está mais triste, muito mais
triste que ontem.

Saiba mais sobre Luciano Pavarotti AQUI,
ou ainda clicando no hiperlink do título da
postagem para assistir a um videoclip com
Pavarotti e Roberto Carlos.

Confira também AQUI, o novo blog Correio
Astral com novidades na navegação e com
os melhores videoclips internacionais.


21 August 2007

Maria da Graça Costa Pena Burgos

"Meu nome é Gal/E preciso me
corresponder com um rapaz/
Que seja o tal/Meu nome é Gal/
Eu amo igual..."

Gal nasceu em Salvador, Bahia,
em 26 de setembro de 1945. É
uma linda libriana e vai fazer
62 primaveras no mês que vem. Ela é uma
das rainhas da MPB. Canta bossa-nova, samba,
rumba, bolero, e tudo mais que se chama
música. Pois não há ninguém com a voz mais
afinada.

Antes de ser cantora, Gal era vendedora da
Roni Discos, uma lojinha no centro de Salvador.
No trabalho aproveitava para ouvir de tudo:
João Gilberto, Vinícius e Jobim. E enquanto
vendia, cantarolava o dia todo. O ano era 1959.
Em 1963 através da amiga Dedé Gadelha, foi
apresentada a Caetano Veloso.


Caetano se encantou com tamanho timbre e
afinação de sua voz e a convidou para fazer
parte de seu grupo, com Gilberto Gil, Bethânia
e Tom Zé. E ela foi correndo.

No ano seguinte com seu novo grupo, inaugurou
o Teatro Vila Velha, palco dos acontecimentos
musicais daquela época. No entanto, os tempos
ainda eram dominados pela bossa-nova.
O tropicalismo só viria a ser um marco na música,
anos depois, em 1968, onde Nara Leão, Rogério
Duprat, Torquato Neto, Capinam, Gil, Caetano,
Bethânia e Gal, entre outros tantos, faziam a
festa musical ao som de "Alegria Alegria" de
Caetano Veloso.

"Caminhando contra o vento/Sem lenço e
sem documento/Eu vou..."

Bons tempos!

Foi em 1965 que Gal gravou pela primeira vez.
Sua estréia foi num disco de Bethânia, na faixa
"Sol Negro", de Caetano. Em 1966 participou do
Primeiro Festival da Canção, e em 1967 gravou
seu primeiro LP solo.

Os anos 60 eram dos festivais da canção, e Gal
aproveitou tudo que pode para firmar sua
bela imagem voluptuosa e sensual. Gravou
sucessos como; "Baby", (Caetano), "Parque
Industrial", (Torquato Neves), "Bom Dia", (Gil),
e "Gabriela Mais Bela", (Roberto e Erasmo).
Com Caetano, Gil e Bethânia, lançou o disco
"Doces Bárbaros", que viria ser considerado
pela crítica como uma obra-prima.

Se a década de 60 era a dos festivais da canção,
os anos 80 foram dos especiais da TV. E Gal
estava lá, ao lado de Elis, Fafá de Belém, Rita Lee
e muitas outras artistas, todas sob o mesmo
tema: MULHER.

Com sua imagem deleitosa, em 1985 posou nua
para a revista Status. Sucesso total de vendas.
Todos queriam ver o corpo rebolativo, os seios
proeminentes e a boca carnuda de sua musa.
Nesse ano lançou também o LP "Fantasia".
Na primeira faixa do lado 1, a belíssima música
de David Nasser e Alcir Pires Vermelho:

"Canta Brasil

Brasil/Minha voz enternecida/Já adorou os
teus brasões/Na expressão mais comovida/
das mais ardentes canções/Também na
beleza desse céu/Onde o azul é mais azul/
Na aquarela do Brasil/Eu cantei de norte
a sul..."

Esse disco traz ainda canções de Djavan, Morais
Moreira, Caetano e Ivan Lins.

Mas a canções de sucesso interpretadas por Gal
foram muitas, entre elas:
"Meu Bem Meu Mal", "Caminhos Cruzados",
"Festa do Interior", "Barato Total", "Coração
Vagabundo", "Sonho Meu", "Morena dos Olhos
D'Agua","Onde Está o Dinheiro", "Balançê",
"Tema de Amor de Gabriela", e mais uma
centena de belas interpretações.

Gal gravou 5 DVDs e fez dezenas de
participações em CDs e DVDs de outros
artistas. Em especiais de TV e novelas,
foram mais de 20 aparições. Entre elas:
Mulher 80 (Globo) - SBT Repórter - Noite
de Revellion - Gal -Rede Manchete -
Gal Canta Tom Jobim.

Ela já passou pelas gravadoras; Universal
Music/Philips, Sony/BMG, Abril Music,
Indie Records e Trama. Foram mais de
30 lançamentos de disco em toda a carreira,
no Brasil e no exterior.

Gal é uma guerreira e um ícone da música
popular brasileira. Ela mesmo diz:

"A música é meu sangue."

E todos os seus fãs apoiam e bebem desse
sangue através de sua voz super afinada,
encantadora e inconfundivel.

Gal é um encantamento vocal. Uma estrela
que brilha no firmamento musical.

Saiba mais sobre Gal Costa AQUI, ou ainda
clicando no hiperlink do título da postagem
para assistir em vídeo toda a sensualidade
de Gal.

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dos melhores vídeos musicais internacionais.

27 July 2007

Osvaldo Lenine Macedo Pimentel

" Mesmo
quando
tudo
pede um
pouco
mais de
calma/
Até
quando
o corpo
pede um
pouco
mais de
alma/ A
vida não
para."

Aquariano,
inquieto, inteligente e inovador.
Lenine nasceu em 2 de fevereiro de 1959.
Quando tinha 18 anos, meteu a mochila
nas costas e foi parar no Rio de Janeiro.
O ano era 1977. Recife, sua cidade natal
ficou para trás. E o Rio ganhou mais um
pernambucano. Um nordestino cheio de
vontade de vencer na música.

Mas só vontade não bastava, era preciso
talento, e nesse ponto o Rio já estava
cheio de talentos que brotavam em
cada esquina. Era uma verdadeira
guerra por um espaço no sol das
estrelas da música popular.

Mas Lenine não se intimidou.
"Devagar e Sempre." era o seu lema.

De repente seu primeiro CD, "Baque
Solto", já estava nas ruas. Mas ele sabia
que era preciso desenvolver-se mais
como cantor, arranjador e produtor.
Então seu segundo CD só viria dez anos
depois: "Olho de Peixe"

Com espírito coletivo, tratou de arranjar
os melhores parceiros para suas obras.
Marcos Suzano e Lula Queiroga foram
os mais chegados. Mas Lenine queria mais.
Então vieram Paulinho Moska, Paulo César
Pinheiro, Mu Chabi, Dudu Falcão, e mais
uma fila enorme de compositores.

Conforme suas canções apareciam, mais e
mais artistas queriam gravar suas canções:
Daúde, Zizi Possi, Fernanda Abreu, Elba
Ramalho, Ney Matogrosso, Quinteto
Violado, Xangai, Maria Bethania e
João Marcelo Bôscoli.

E assim, aquele rapazinho que largou o
Nordeste fez sua fama na "Cidade Maravilhosa".
O tempo passou. Hoje, aos 48 anos, Lenine já
amealhou muitos prêmios.

No "Sharp 98" foi REVELAÇÃO, assim como no
"VMB 98" e "VMB 2000". No "Grammy Latino
2000", foi O MELHOR DISCO DE MPB. No
"Grammy Latino 2002" repetiu a dose como
MELHOR ÁLBUM POP. E no "Multishow 2003"
ganhou como MELHOR CANTOR.

Lenine também gosta de produzir seus clipes;
"Paciência", "Dois Olhos Negros", "Hoje Eu Quero
Sair Só", "Acredite Ou Não", "Jack Soul Brasileiro",
"Homem dos Olhos de Raio X".

Seus álbuns também são muito bons:
Em 1983 lançou "Baque Solto". Em 1993
foi a vez de "Olho de Peixe". Em 1997 veio,
"O Dia Em Que Faremos Contato". Em
1999, "Na Pressão". "Falange Canibal" foi
lançado em 2002. Em 2003 relançou "Na Pressão".
Em 2004 veio "In Cité". E "Acústico MTV"
veio em 2006.

Suas participações em álbuns de outros
artistas também é grande. Todos o querem
como parceiro e intérprete: Jane Duboc,
Chico César, Mestre Ambrósio, Pedro Guerra,
Zélia Duncam, Milton Nascimento, Daniela
Mercury. Os convites para tê-lo por perto
são muitos. Trabalho é o que não lhe falta.

Lenine é uma personalidade da música
brasileira. Amado e querido por todos, é
também um excelente cantor, compositor,
produtor e arranjador. Na Europa é um
dos artistas que mais vendem discos.
Suas turnês alcançam mais de 1 milhão
de espectadores. Em sua carreira já
compôs mais de 600 músicas.

O som de Lenine é sempre novo, sempre
marcante, sempre original e sempre muito
bom de ouvir. E com esse talento todo,
com certeza sempre estará por aqui,
sempre compondo e deixando seus
fãs felizes, sempre.

Saiba mais sobre Lenine AQUI, ou ainda
clicando no hiperlink do título da
postagem para assistir a um vídeo
desse talentoso artista.

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vídeos musicais internacionais.

27 June 2007

SATCHMO


"Se você
tiver que
me
indagar
o que é
o Jazz,
você
nunca
saberá."

De vez
em
quando
nasce um
gênio no mundo.
Na música o Jazz não
teria a mesma importância se não
houvesse Louis, ou Satchmo, ou
Pops, como era carinhosamente
chamado pelos milhões de fãs.
Ele foi o maior trompetista,
solista e cantor que o Jazz
já exibiu.

Louis nasceu sob o signo de Leão
em Storyville, distrito de New
Orleans na Lousiana, no dia 4
de agosto de 1901. Foi ali, bem ao
lado do rio Mississippi, o mais
longo dos EUA, que Satchmo veio
ao mundo.

New Orleans foi fundada pelos
franceses em 1718, e logo tornou-se
a terra do redemoinho cultural
que misturava franceses, espanhois
e afro-americanos no
mesmo tanque
musical.

É lá que acontecem o Mardi Gras
(terça-feira gorda), o South Decadence
(parada gay), o Jazz Fest (festival de Jazz)
e o Sugar Bowl (campeonato universitário
de futebol).

Ao nascer Satchmo não poderia ser mais
pobre, unicamente por falta de espaço
físico na sua vida miserável. De um lado
as casas de prostituição, de outro as
pequenas igrejas que alimentavam a fé
e a esperança num futuro melhor.
Mas foi sem futuro que Louis cresceu nas
ruas. Até que um dia, despertado pelo som
de uma corneta, resolveu comprar uma e
aprender a ser músico. E aprendeu a tocar
sozinho a surrada corneta de segunda mão.
A CORNETA, foi a sua salvação. Com ela
passou a ganhar algumas moedas tocando
pelas ruas junto com outros músicos.

Mas até então Satchmo não era um exemplo
de criança. Portava um revólver com o qual
dava tiros para o ar durante as festas públicas
da vila, e até mesmo em suas apresentações
de corneteiro. Tal atitude acabou levando-o
para um reformatório e lá ficou detido por dois
anos. Era tudo que ele precisava. Lá ele aprendeu
harmonia e desenvolveu seu talento, liderando
a bandinha do reformatório.

Quando saiu, New Orleans estava tomada por
dezenas de bandas musicais: Jazz, Blues,
Ragtime e Boggie Woggie. Louis mergulhou
fundo nisso tudo e criou seu próprio estilo
inconfundivel. Aos 18 anos foi para Chicago
tocar com Fate Mareble, e casou-se com Lillian
Hardim, sua segunda esposa, a primeira teria
sido uma prostituta de Historyvile, sua vila
natal. O Hot Five foi o seu primeiro grupo
como líder. Mas já em 1928 começou a tocar
em grandes orquestras onde era o solista
soberano, livre, ilimitado, independente e
absoluto.


Depois de inúmeras turnês pela Europa, Louis
divorcia-se de Lillian e casa-se com Alpha Smith.
Depois de dez anos de união com Alpha o
casamento também chegou ao fim. Então
conhece Lucille Wilson com quem
permanece até o dia de sua morte.
No período pós-guerra o swing caiu
em desuso e ficou antiquado.
Mas sabiamente Louis deu a
volta por cima ao criar a
mitológica banda:

"Louis Armstrong and His All Stars".

Era o maior sexteto daqueles tempos difíceis:
Jack Teagarden (trobonista), Barney Bigard
(clarinetista), Sid Catlett (baterista),
Earl Hines (pianista), Arvel Shaw (baixista)
e ele, o grande Louis, no trompete
e vocal.

Com a All Stars, Louis consagrou-se mundialmente.
Como cantor, sua voz rouca contrastava com as
notas altíssimas de seu trompete mágico e enebriava
as platéias do mundo inteiro.

Seus maiores sucessos foram:
"What a Wonderful World", "Ain't Misbehavin",
"We Have All the Time in the World, "Stardust".

Louis gravou 14 discos, entre eles:
King Olivers Creole Jazz Band, 1923.
Satchmo at Symphony Hall, 1947.
Ella and Louis, 1956.
Hello, Dolly, 1963.

Fez ainda 34 filmes, entre eles:
Ex-Flame, 1930.
Dr. Rhythm, 1938.
Jam Session, 1944
New Orleans, 1947.
The Beat Generation, 1959.
When the Boys Meet the Girls, 1965.

Quando Satchmo morreu em 6 de julho
de 1971, aos 71 anos de idade, o Jazz ficou
mais pobre, assim com ele na infância.
Duke Ellingthon declarou: "Ele nasceu
pobre, morreu rico mas nunca feriu
qualquer um em seu caminho."

Elevado às nuvens como o maior trompetista
e cantor de todos os tempos, Louis terminou
sua jornada de 54 anos ininterruptos de
carreira musical, ao lado da mulher Lucille
Wilson. Morreu tranquilo num dos quartos
do Beth Israel Medical Center onde estava
internado a quase um mês. O Presidente
Nixon expressou seus sentimentos
publicamente, assim como os milhões de
fãs americanos e de todo o mundo. Disse que
ele foi, com seu espírito artístico e individual,
um dos arquitetos da formação da América
livre.

Seu enterro foi acompanhado pelos papas da
música, Gene Krupa, Benny Goodman, Al Hirt,

Eddie Condon, Duke Ellington e outras centenas
de estrelas do Jazz, atores e personalidades do
mundo todo.

Quando ele partiu o Jazz também morreu um
pouco. Ele foi o maior de seu tempo.
Simplesmente o maior.

Saiba mais sobre Louis Armstrong AQUI, AQUI, ou
ainda no hiperlink do título da postagem
para assistir ao vídeo do maior trompetista de
todos os tempos.

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internacionais e outras novidades.

25 May 2007

NAVALHA NA CARNE

Não
existe o
viciado
se não
houver o
traficante.
Assim como
não existirá o corrompido
se não houver
o corruptor.
O viciado é o doente. O
traficante é o marginal. O
corrompido é o safado. E o corruptor
o bandido desmascarado.
O mal não existirá sem a presença do bem. E o bem morrerá de tédio sem a companhia
do mal.

Um é a cara. O outro a coroa.

A coroa é o sinal de honra, é o cume,
o prêmio, o galardão. É sinal de
regozijo, satisfação, prazer,
contentamento e alegria.

A cara é o atrevimento, a face, a
auto presença e a ousadia. Isto a
leva a cometer crimes contra tudo
e contra todos, indiscriminadamente.

A cara-é-de-pau.

Antes tudo parecia estar perdido. Até
que entrou em cena como se viesse de
um mundo distante, uma força heróica,
determinada a colocar ordem na casa,
acabar com a corrupção, restaurar a
ordem política e social, e algemar quem
nunca pensou ser algemado na vida.

Como uma nuvem negra a PF baixou no
terreiro, arrasou, demoliu, fatigou,
arruinou, abateu e humilhou o
contrabando, o jogo-do-bicho, o tráfico
e o descaminho da pilantragem engravatada,
sandálias-de-couro, pés-de-chinelos,
pés-de- togas e pés-sujos. Chegou e passou a régua
em mais de 5000 meliantes em menos
de 4 anos. A maioria dos governos
anteriores somada à maioria do
governo atual. Todos meliantes
de ontem e de hoje.

O santo-algema desbaratou as quadrilhas,
mostrou a cara dos bandidos: juízes,
governadores, deputados, senadores,
vereadores, ministros, fucionários
públicos, lobistas e todo tipo de
marginais que
assolam o
país.

Foi preciso muito paletó para
esconder as algemas. A PF
juntou as mãos-limpas, ventou
como um hurricane, chupou os
sangue-sugas e aparou as
caras-de-pau com a navalha
afiada.

Enquanto isso, lá na Índia, do alto de
sua sabedoria, sentado na posição de
Lótus, o príncipe Siddartha Gautama,
em paz, a tudo assistia, e via seu santo
nome ser usado em vão. E meditava:

Seu sobrenome "Gautama" quer dizer;
{A MELHOR VACA}. Em sânscrito
significa; "realização, sucesso, liquidação
de um débito, alvo, propósito e meta
alcançada".

E enquanto meditava veio um sujeito,
dublê fracassado de artista internacional,
vulgo Zuleido Veras, bandido brasileiro da
vez, e passou a usar o santo nome Gautama
em vão. E então se deu mal. Foi algemado.

Mas antes de se dar mal o meliante se deu bem;
corrompeu as autoridades e amealhou fortuna
roubando o dinheiro do povo.

A diferença entre o verdadeiro príncipe
Gautama e o meliante Zuleido Veras, é que o
primeiro foi um Buda austero que viveu em
553 antes de Cristo. Um sábio praticante da fé
que deixou a vida palaciana em que nasceu, e
tornou-se um monge e transmissor dos
ensinamentos de retidão e bons costumes
aos seus discípulos.

Já o segundo, o marginal Zuleido Veras
"Gautama", um bunda. Saiu do esgoto
para adentrar os palácios. Usurpou para
o mal o nome de Siddartha, e nada mais
é do que um borra-botas que cresceu dando
golpes nos políticos, comprando-os
com propinas baratas: uísque, gravatas,
togas, relógios, passagens aéreas, passeios
de iate e garotas de programas. Há ainda
alguns dólares, como no caso do Ministro
Silas Rodeau, que rodou a baiana em cima
da propina de 100 mil reais, menos de 50
mil dólares. Um Ministro barato de ser
comprado.

Zuleido Veras "Gautama" usou o nome de
Siddartha para liderar o esquema de fraudes
nas licitações públicas, e deixar insones
todos os outros políticos e empresários que
receberam suas propinas baratas, em troca
de milhões do dinheiro do povo.

Mas enquanto Siddartha Gautama, o
verdadeiro príncipe, meditava, a PF
agia. E agiu tão bem que o Poder gritou
na voz do Vice-presidente do Supremo
Tribunal Federal, Gilmar Mendes,
acusado de ter seu nome incluido na
lista de propinas. "Disse ele:

"Os magistrados não podem ser constrangidos.
Não pode haver vazamento de informações. E
no Brasil não pode haver Estado Policial".

Francamente o povo pergunta!
"ESTADO MARGINAL PODE?"

O que está acontecendo na verdade é que;
o poder econômico mundial liderado pelos
países hegemónicos, aqueles que são os donos
do dinheiro, chegaram a conclusão que a
globalização deu asas ao crime organizado e
ao poder político e econômico do Brasil. A
corrupção interna está tendo mais lucros
que eles, que corrompem o Brasil desde a
sua descoberta por Pedro Álvares Cabral.
Estão se sentindo passados para trás pelos
meliantes brasileiros. Concluiram que o
Poder Judiciário Brasileiro é refém da
corrupção.

Descobriram então pela segunda vez o
OVO DE COLOMBO, aquele que fica em
pé com a base levemente achatada.

Mas felizmente, mesmo com toda a corrupção
os brasileiros têm a sua Polícia Federal. Na
moda, a PF não sai dos noticiários, pois os
bandidos não lhe dão trégua. A PF nasceu
em 1944 no Rio de Janeiro, antiga Capital
Federal. Em 1946 suas atribuições foram
estendidas para todo o Brasil. E em 1960
mudou-se para Brasília junto com a nova
Capital Federal. De lá faz o planejamento
e controle das operações.

Para executar suas missões a PF dispõe de
27 superintendências regionais, 54
delegações de Polícia Federal, 12 postos
avançados, duas bases fluviais e 2 bases
terrestres. Mas precisa de muito mais,
pois a bandidagem brasileira é muito
grande.

E enquanto Siddartha medita, verdade
seja dita:
"Nunca tantos foram tão presos em tão
pouco tempo no Brasil."

Embora a maioria seja solta logo depois,
pelos pés-de-togas, os meliantes tiveram
que mostrar a sua cara e esconder
as suas algemas.

Por tudo que tem acontecido ultimamente
no Brasil, o POVO agradece à Polícia Federal,
e que ela não aceite as pressões dos bandidos
poderosos, e meta neles as algemas, seja em
pé-de-chinelo, pé-de-gravata, pé-de-sandália
ou pé-de-toga, ou ainda em qualquer pé-sujo
que se atrever a roubar o dinheiro do POVO.

O Brasil quer se livrar dessa corja de ratos.

ALGEMA NELES! BRASIL!

Saiba mais sobre a Polícia Federal e a
corrupção desenfreada AQUI, ou ainda
clicando no hiperlink do título da postagem
para assistir a um vídeo de uma operação
da Polícia Federal.

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07 May 2007

Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes

Vinicius nasceu
em 19 de
outubro de 1913,
na Gávea, Rio de
Janeiro. Era um
libriano e um
"bon vivant".
Amou todas
as mulheres
e casou-se com
nove delas.
Seus parceiros
mais presentes
em sua vida foram: Tom Jobim,
Toquinho, Baden Powell, Carlos Lira e
João Gilberto, embora vivesse cercado
de uma turma infinita de artistas.

Poeta, diplomata, advogado, jornalista e
grande compositor, gostava de dizer:
"Sou o branco mais preto do Brasil."

Seu pai, Clodoaldo, funcionário público,
violinista e poeta, e sua mãe, Lidia,
pianista, o influenciaram no gosto
pelas artes. Foi no colégio primário,
aos nove anos, que ele escreveu seus
primeiros versos. Quando entrou para
o ginásio, no Santo Inácio, começou a
cantar no coro e encenar pequenas
peças de teatro. Esta vocação o seguiu
até tornar-se advogado pela Faculdade
de Direito do Catete. Enquanto estudava
trabalhava como burocrata do Instituto
dos Bancários, crítico de cinema e censor
do Ministério da Educação.

Tendo passado na segunda prova para o
Itamaraty, da primeira vez foi reprovado,
tornou-se um Diplomata. Mas em todos os
postos da diplomacia, vivia cercado de artistas
e escritores como Sergio Buarque de Holanda
e Pablo Neruda, fosse em Los Angeles, Roma,
Paris ou Montividéu. O carimbo do consulado
sempre ficava em segundo plano. "Esse carimbo
é uma chatice." - ele dizia.

Suas primeiras composições foram: "Canção Para
Alguém", "Loura ou Morena", "Dor de Uma
Saudade", "O Beijo Que Você Não Quis". Todas da
década de 30, quando lançou também o seu
primeiro livro de poemas: "O Caminho Para a
Distância". Seu primeiro samba chamava-se
"Quando Tu Passas Por Mim" que foi gravado por
Aracy de Almeida.

Com autor da peça "Orfeu da Conceição, Vinicius se
juntou a quem viria a ser o seu principal parceiro, Tom
Jobim. E foi aí que compuseram os clássicos da música
brasileira: "Eu e Você", "Lamento no Morro", "Se
Todos Fossem Iguais a Você", "Insensatez", "Eu Sei
Que Vou Te Amar", "A Felicidade", e "Chega de Saudade".

Vinicius era o diplomata da noite. Sua embaixada
verdadeira era a Bossa Nova, ritmo para o qual
contribuiu com todas as letras e em todos os bares.

Sobre os bares e bebedores ele afirmava: "Até hoje
não sei direito o que faz os caras mudarem de bar,
mas o fato é que, de repente, seu instinto nômade
e de caçador busca um outro ambiente para curtir.
Há, é claro, os fiéis-até-a-morte, mas em geral são
bebedores solitários que têm diálogo com o copo."

O samba era a sua casa. "Samba da Benção",
Samba do Avião", Samba em Prelúdio" e "Só
Danço Samba". Mas a mais famosa composição
foi "Garota de Ipanema", a mais tocada e
gravada no mundo todo depois de "Aquarela do
Brasil" de Ary Barroso. Nos festivais, no teatro
e na TV, seus parceiros eram tantos que ele não
dava conta: Edu Lobo, Vadico, Nilo Queiroz,
Francis Hime, Moacir Santos eram alguns dos
"parceirinhos do coração", como ele os chamava.
O parceiro chegava, sentava, e depois de algumas
doses de uísque saía uma obra-prima. "O uísque
é o melhor amigo do homem. É o cachorro
engarrafado." - ele dizia.


Muito místico, lançou um álbum em homenagem
aos Orixás chamado, "Afro Samba". Continha,
"Canto de Ossanha", Canto de Iemanjá",
Canto de Xangô" e "Lamento de Exu",
entre outras.

A mistura de poeta e dilomata durou até 1968
quando foi aposentado pelo Ato Institucional nº5,
decretado pelo Presidente Artur da Costa e Silva.
O AI-5 fechou o Congresso Nacional, cassou os
mandatos dos senadores, deputados, prefeitos e
governadores, interveio no Poder Judiciário,
demitiu Juízes, decretou estado de sítio,
suspendeu o hábeas-corpus e determinou censura
prévia na música, teatro e cinema.

Tudo isso aborreceu e deprimiu o Poetinha. Mas ele
logo superou e mandou tudo para "A Tonga da Mironga
do Kabulete", e foi se refrescar na "Tarde em Itapoã".
Apesar de tudo Vinicius era amado e cultuado nos 4
cantos do mundo. Seus parceiros e intérpretes se fossem
colocados em fila, ultrapassariam vários quarteirões. Era
mesmo um gênio. Amava as mulheres e dizia: "As muito
feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental".

Escreveu 13 livros. Entre eles: "Forma e Exegese",
"Novos Poemas", "Pátria Minha", "Arca de Noé".
Foram 4 peças teatrais: "Orfeu da Conceição",
"As Feras", "Cordélia e o Peregrino" e "Procura-se
uma Rosa". E entre os 51 discos lançados,
encontram-se:
"Orfeu da Conceição", 1956. - "Vinicius e Caymmi no
Zum Zum", 1965. - "Vinicius em Portugal", 1971. - "
São Demais os Perigos Dessa Vida", 1972. -
"O Bem Amado", 1973. - "Deus lhe Pague", 1976. -
"Vinicius em Cy", 1993. - "Tom Canta Vinicius ao Vivo",
2000. - "Canção do Amor Demais", 2003. - "Trilha
Sonora do Filme Vinicius", 2005.

Vinicius era um mulherólogo, como gostava de se definir.
Foram 9 casamentos: A primeira foi Tati, com quem teve
Susana e Pedro. Depois Regina Pederneiras. Logo após,
Lila Bôscoli com que teve Georgina e Luciana. Em seguida
casou-se com Maria Lúcia Proênça, musa inspiradora de
(Para Viver Um Grande Amor). Depois Nelita. E depois
Cristina Gurjão, mãe de Maria. Com Gessy Jesse, uma
baiana, casou-se no ritual do candomblé. A penúltima foi
a argentina Marta Ibañez. E a útima foi Gilda Mattoso.
Sobre as mulheres dizia:"O que eu mais gosto na mulher
é a disponibilidade dela para o amor É a qualquer hora e
a qualquer tempo."


Vinicius morreu em 9 de julho de 1980. Se vivo estivesse,
completaria este ano, 94 anos de vida. Vinicius morreu como
quis, numa banheira de espuma, relaxando a tensão. Na
madrugada teve um mal súbito e foi socorrido pelo amigo
e parceiro, Toquinho. Mas sua hora havia chegado e ele
não resistiu. Tinha 66 anos de vida. No enterro mais de
mil pessoas compareceram ao Cemitério São João
Batista. Era uma quarta-feira nublada. Ás 17 horas o caixão
baixou à sepultura e o último adeus foi dado pelos fãs, ao
canto de suas músicas e poemas.

Entre os presentes estavam Chico Buarque, Tônia Carrero,
Carlos Drommond de Andrade, Gonzaguinha, Dina Sfat,
Cecil Thiré, Joyce, Nelson Motta, Clara Nunes, Milton
Nascimento, Fafá de Belém, Elis Regina. Uma das viúvas,
Gessy Jesse, era a mais pesarosa. Mas o mais consternado
de todos era Toquinho, parceiro de todas as horas. Foi ele
que segurou o pulso de Vinicius em seus últimos momentos
de vida. E viu a vida do amigo esvair-se em suas mãos.

Na Bahia, Mãe Menininha do Gantois, havia sonhado com
a morte de Vinicius. "Sonhei que alguém me falou que ele
morreu. Acordei com aquilo e pensei em perguntar pra
alguém. Agora vou rezar pra ele".

Vinicius era iniciado no candomblé e tinha direito ao Axexê,
uma cerimônia muito bonita e parecida com a missa de
sétmo dia dos católicos. O objetivo é saber do morto que incorpora
o pai de santo, o que ele vai precisar para sua vida após a morte.
E quais serão as suas últimas vontades.

Já são 27 anos sem Vinicius, mas suas músicas parecem
como novas. Jamais haverá outro poeta como ele no Brasil.
Numa de suas entrevistas declarou-se à sua terra natal,
o Brasil:

"Depois de 5 anos nos EUA, voltei em 1951 com tal sede
de Brasil, uma tal fome de Rio de Janeiro, uma tal gana
de olhos escuros, peles mulatas e seu divino aroma, bossas
e dengues, samba, molejo e malemolência, que encampei tudo
sem querer saber de onde vinha e parti para a mais completa
ignorância. Eu queria "comer" o Brasil. A coisa terrível com
o Brasil é que a gente precisa muito mais dele do que ele de
nós."

Se o Poetinha hoje estivesse vivo, o que diria
sobre o Brasil atual, o que cantaria e o que
escreveria?

Saiba mais sobre Vinicius de Moraes AQUI,
ou ainda clicando no hiperlik do título da
postagem para assistir a um vídeo do Poetinha.

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18 April 2007

CIDADE PECAMINOSA

Cidade/
pecaminosa/
feia/
desencantos
mil/
Cidade/
pecaminosa/
buracão do
meu Brasil.
Berço das
fraudes,
das feias
canções/
que explodem n'alma da gente/
és o altar das nossas emoções/ que
choram tão tristemente.

Você já foi ao Rio de Janeiro? Não?
Então não vá. Mas se você for muito
corajoso, vá com o carro blindado, ou
então vista uma armadura medieval
de máxima blindagem. Talvez assim
você esteja protegido quando puser
os pés na cidade pecaminosa, a
Cidade do Tiro, vulgo Rio de
Janeiro, berço da cadência e da
violência urbana. Cidade lotada
de falsos bacanas, decadente,
decrépita, caduca e com a
sociedade na lama.

Existem na cidade pecaminosa dois povos
distintos. O primeiro é o povo trabalhador,
pacato e cumpridor dos seus deveres como
cidadão. O segundo é o povo do crime. Uma
população que cresce assustadoramente com
ramificações por toda a cidade, contaminando
os poderes públicos estaduais e municipais.
Não há um só órgão público que não haja uma
autoridade ou servidor corrompido.

O povo criminoso da Cidade do Tiro está
ganhando a guerra diária da violência. Acuado,
o povo honesto e pacato fica à deriva, pois os
poderes públicos estão todos contaminados,
apodrecidos, corrompidos. O que fazer?

O Prefeito da Cidade do Tiro tem fama de
maluco, e o Governador está mais perdido do
que bala traçante em festa de São João. Está
cheio de boas intenções, mas aos poucos vai
sendo tapeado pelo povo do crime. E de boas
intenções o inferno está cheio. As ações que
deveriam ser imediatas para mudar o quadro
da criminalidade, eliminando o povo do mal,
são adiadas constantemente. E o povo do bem
não pode esperar mais.

A política da Cidade do Tiro é um lixo.
E os políticos os lixeiros.


Na Educação , um professor ganha 450 reais
por mês para enfrentar alunos armados em
sala de aula. Isso se estivessem empregados. Pois
apesar de terem passado nos "concursos públicos",
nunca são chamados. Os alunos voltam para casa
e vão aprender com o povo do mal os crimes mais
corriqueiros: matar, roubar, estuprar, traficar,
contrabandear.
E quando são pegos, o "Estatuto da
Criança e do Adolescente", os protegem e não ficam
mais de um ano no estabelecimento correcional, mesmo
que arrastem uma criancinha do lado de fora do carro,
pelo cinto de segurança, por 7 quilômetros, pelas ruas
da Cidade do Tiro.

Na saúde as contaminações hospitalares são o ponto alto
da administração. Hospitais sucateados. E as verbas que
deveriam ajudar na saúde da população, são afanadas
pelos servidores e administradores públicos, em parceria
com as empresas privadas, claro.

Nos esportes os clubes estão falidos e são devedores de
milhões de impostos ao governo, mas não pagam. Mas o
governo gasta uma fortuna para sediar o PAN. Campeonato
de balas traçantes: PAN-PAN-PAN. E enquanto isso o
povo do bem vai morrendo aos poucos.

Na Justiça a corrupção desenfreada e a impunidade tem o
seu braço mais forte. O povo do crime leiloa e vende as
sentenças para o sócio bandido que pagar mais.

O crime na Cidade do Tiro não é mais privilégio dos
bandidos pobres. Verdadeiras quadrilhas lotearam a
cidade e se associaram às milícias para desenvolverem
estratégias do bom funcionamento do crime, tendo as
autoridades como sócios, nos contrabandos de armas,
drogas, máquinas caça-níqueis, no jogo-do-bicho,
nas loterias estaduais e municipais, nos bingos,
nas falsificações, roubo de cargas, sequestros,
extorsões, prevaricações e peculatos.

Há fraude até mesmo na premiação do
carnaval.

O caos é total. Todo tipo de crime é cometido. Das
quadrilhas de servidores públicos aos camelôs que
vendem remédios abortivos nas ruas. Se Al Capone
ainda estivesse vivo e visitasse a Cidade do Tiro, não
passaria de um simples aprendiz da marginalidade
Carioca.

E as crianças que herdarão esta cidade. Como serão
e o que farão no futuro? Gerações inteiras de
crianças estão sendo dizimadas pelos maus
exemplos da corrupção instalada no Poder Público
há décadas. O que o Poder Público apresenta às
crianças são os exemplos mais criminosos possíveis.
O Estado é o principal criador de futuros bandidos,
sejam os de gravata ou os de chinelos. Ao invés de
dois caminhos para que a criança opte por um deles,
o Estado só dá apenas um: o da marginalidade.

A Cidade do Tiro está inchada. Para cada 5 cidadãos
um é favelado. Favelado é aquele que empobreceu e se
mudou para a favela, pois lá o aluguel é barato e ele não
paga luz, nem água, nem TV cabo, é só fazer um gato.
Mas favelado é também aquele que veio expulso de sua
cidade natal por falta de melhores condições de vida. Os
políticos corruptos dessa regiões se encarregam de
expulsá-los cortando-lhes toda a dignidade e meios
de subsistência, através da falta de emprego. Então,
sem terem como sobreviver, populações inteiras de
nortistas, nordestinos, sulinos, centroestinos,
das capitais e dos municípios do interior do
Brasil, em êxodo, como numa tragédia
grega, migram para o sudeste, e
acabam na
Cidade
do
Tiro.

Q
uando lá chegam, ajudam a engrossar as favelas
já repletas de gente. Tudo só para poderem ficar
mais próximos das praias e rios poluidos, da Baía
Poluida da Guanabara, do transporte lotado e
mal cheiroso, das doenças e dos serviços públicos
corrompidos. Chegam e invadem as florestas, os
manguezais, as áreas públicas, e levantam barracos
ao lado das mansões que também invadem tudo.
Por fim vendem o seu voto ao político corrupto que
promete mantê-lo ali na Cidade do Tiro para sempre.

E assim o tempo passa. As gerações passam. As populações
crescem, a corrupção cresce, o crime cresce,
as doenças crescem, o armamento do povo
do mal cresce, o sofrimento cresce, os choros
das mães crescem, a indignidade cresce, o
medo cresce, a loucura cresce. E a vergonha
do Cristo Redentor, de braços abertos
sobre a Cidade do Tiro, também cresce
enormemente. Candidato a ser uma das
maravilhas do mundo, o Cristo também
se vê sem saída. E ainda assim abençoa cada
bala perdida.

A Cidade do Tiro está assim: comprometida
até a raiz dos cabelos. Totalmente à deriva tal
qual as barcas que fazem a travessia do Rio para
Niterói. Em caso de acidente, se você não morrer
afogado, morrerá contaminado palas águas da
Baía Poluida da Guanabara.

É uma CIDADE perdida.

M
as se você ainda pensa em ir para a Cidade do
Tiro,
pense duas vezes. Se você não se importa com
sua vida e gosta de bang-bang, então seu lugar é lá.
E nem precisa levar a sua arma, pois você pode
comprá-la, de qualquer calibre e em qualquer
esquina da cidade. Sendo assim, só nos resta desejar
bons tiros e boa morte.

Mas se você ama a vida e tem juízo suficiente, vá para
bem longe da Cidade do Tiro e reze para esta cidade
perdida e sem rumo.

"Cidade pecaminosa/ feia/ desencantos mil/
Cidade/pecaminosa/buracão do meu Brasil."


Saiba mais sobre a Cidade do Tiro AQUI, ou ainda
clicando no hiperlink do título da postagem para
assistir a um vídeo sobre a violência na Cidade do
Tiro.


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04 April 2007

DAVID ROBERT HAYWOOD - JONES

David nasceu
no Brixton,
bairro pobre
do sul de
Londres.
Brixton era
um gueto
negro para
onde foram
as famílias
brancas que
perderam
tudo com
a II Guerra
Mundial.
Seu pai,
Haywood
Stenton
Jones e sua mãe,
Margaret Mary Burns, só se casaram depois
que David nasceu. Margaret já tinha um
filho, Terry, (que veio a se suicidar em
1985), e Haywood também vinha de um
outro casamento.

Era 1947 e Londres estava totalmente
bombardeada. Não era uma boa hora
para se nascer. Mas David veio. E
cresceu como outro menino qualquer,
porém muito propenso a acidentes.
Já na Escola Técnica de Bromley, bairro
melhor que Brixton, para onde se mudou
com a família, David, após uma briga com
o colega, ficou cego do olho esquerdo e
quase perdeu também o direito, tendo sido
operado às pressas, ficando meses internado.
Depois quebrou a mão, e após a recuperação
quebrou um dedo na mesma mão. Mais
tarde, ao consertar um carro por baixo,
este deslocou-se por falta de freio- de- mão,
e passou por cima de suas pernas, quebrando-as
na altura da virília, quase esmagando seus órgãos
genitais.

Enquanto se recuperava no hospital, soube que seu
meio-irmão Terry havia enlouquecido e que fora
internado num sanatório. Isso deixou David muito
abalado, pois eram muito ligados um no outro. Terry
era bem mais velho que David, curtia os clubes noturnos
londrinos, lia Jack Kerouak e Allen Ginsberg, além de
já ter dado a volta ao mundo duas vezes pela Marinha
Mercante inglesa. Terry passava para Davis todas as
impressões que tinha sobre a vida, o que lia, os discos
que houvia e o que já tinha visto em suas viagens pelo
mundo. Um dia deu a David um exemplar do livro de
Kerouak: "On The Road". Foi a deixa para que David
tomasse uma decisão e comprasse um saxofone. Foi
então que tudo começou.

Aos 15 anos David se apresentava no colégio com o seu
primeiro grupo musical: "George and Dragons". Depois
passou pelos grupos, "The King Bees", "Manish Boys" e
"Lover Third". Até que, em 1964 gravou seu primeiro
compacto "Liza Jane". A linguagem era o Rhythm & Blues.
Durante um tempo, David e seu "Lover Third" viviam
dentro de uma ambulância que adaptaram para
transportar a banda, quando se apresentavam no
clube noturno, Marquee, ou ainda para passearem pela
Carnaby Street.

Seu primeiro grande amor foi Hermione Farthingale,
para quem escreveu depois de desfeita a relação, a balada
"Letter Hermione", cuja letra era uma lamentação
profunda do amor perdido. Mas seu grande sucesso foi
mesmo a composição "Space Oddity", inspirada no
filme "2001: Uma Odisséia Espacial. O lançamento foi
em julho de 1969, dias antes do homem pisar na Lua.
Logo depois a BBC-TV de Londres usou a canção como
trilha sonora do filme sobre a viagem da Apolo-11 à Lua.

Depois de Hermione, David casou-se com Mary Angela
Barnett. Muito culta, ela ajudou a deslanchar a carreira de
David. Ele fala sobre o assunto:

" Angela e eu nos conhecemos porque estávamos saindo
com o mesmo homem. Outro de seus namorados, um
caçador de talentos, da gravadora Mercury, levou-a a
um show na Roundhouse, onde eu tocava. Ele me
detestou. Ela me achou ótimo. E acabou ameaçando-o
caso ele não me contratasse. Então ele me contratou.
Eu me casei com Angela e nós dois continuamos vendo
o namorado mútuo".

Desse relacionamento nasceu em 1972 o filho, Zowie,
que cresceu sob a guarda do pai, depois que ele se
separou de Angela.

David é considerado o Rei Midas do rock. Tudo que
ele toca vira ouro. Em 1983, para cantar por duas horas
num festiva na Califórnia, ele ganhou um milhão e meio de
dólares. Depois na mesma época trocou a RCA pela EMI e
recebeu mais dezessete milhões e meio de dólares.
Recentemente lançou na Bolsa de Nova Iorque ações
ancoradas no seu próprio nome, como garantia de lucros
nos seus negócios de shows, vídeos, cinema e seu próprio
provedor de Internet, o Bowinet.

Como ator David fez "O Homem Elefante", "The Hunger",
"O Homem Que Caiu na Terra" e
"Merry Christmas, Mr. Lawence".

Foram 44 lançamentos em 45 anos de carreira. Entre eles:
"David Bowie", 1966.
"Pin Ups", 1973.
"Heroes", 1977
"Christiane F.", 1981. (Veja AQUI, a sua história sobre as drogas).
"Earthling", 1997.
"Reality", 2003.

Contemporâneo dos Beatles, The Who, Eric Clapton e tantos
outros gênios do rock, David acabou de fazer 60 anos
recentemente. Mas ainda está em forma total.
É casado com a modelo de origem Somali, Iman, que fala
5 línguas e com a qual tem uma filha, Alexandria Zhaara
Jones, de 7 anos. Para homenagear o marido, Iman tatuou
no tornozelo uma faca-do-mato americana, da marca
Bowie, nome artístico que David adotou no início da carreira.

David não é o primeiro e nem será o
último astro do rock. Mas enquanto
viver estará revolucionando
diariamente a mente dos
seus fãs do mundo
inteiro.


Saiba mais sobre David Bowie AQUI, ou
ainda clicando no hiperlink do título da
postagem para assistir a um vídeo
espetacular.

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melhores vídeos musicais internacionais.

21 March 2007

"ACCA DACCA"

A banda AC/DC nasceu em Sydney, Autrália, em
dezembro
de 1973.
Influenciada
pelos Stones,
Yardbirds,
The Who e
Led Zeppelin,
a banda já
vendeu mais
de 200
milhões de
cópias. Seus
fãs australianos
a chamam de "ACCA DACCA",
embora diga a lenda que o nome teria sido
tirado de uma plaqueta atrás da máquina
de costura de Margareth Young, irmã de
Angus e Malcolm, fundadores da banda.

Na tal plaqueta estava escrito: "Alternating
Current/Direct Current", (Corrente Alternada/
Corrente Contínua). Mas ninguém sabe
ao certo se foi isso mesmo.

O estilo da banda é o Heavy Metal, o
Blues e o HARD ROCK . O grupo original
foi formado por Angus Young, Malcolm
Young, Bon Scott, Mark Evans e Phil Rudd.

Em 1977 Mark foi substituido por Cliff
Willians. E em 1980, depois de um porre,
Bon Scott, o vocalista, morreu afogado no
próprio vômito, e foi substituido por
Brian Jhonson. Em 1981 foi a vez de
Phil Rudd sair, dando lugar a Simon
Wright.

Devido aos vários afastamentos dos
integrantes da banda, para tratamento
contra o álcool e drogas em geral, a banda
chegou a ter 25 substitutos durante toda a
carreira.

Segundo os fãs do AC/DC, a banda é a melhor do
mundo do rock and roll. Melhor que
BLACK SABBHAT, THE SCORPIONS,
RUSH e VAN HALEN, juntas.

Em 2002 a imprensa a nomeou como "Uma
das 50 melhores bandas que você precisa
ver antes de morrer."

Em termos de venda de álbuns, perde para os Beatles,
mas a banda foi incluida no "All da Fama do Rock
And Roll".

BACK In BLACK é disco de rock mais vendido

no mundo depois de Thriler de Michael Jackson.

Os membros atuais da banda são, Angus e Malcom
Young (fundadores), Brian Jhonson, Phil Rudd (que
retornou após ter saido em 1981) e Cliff Willians.

A banda lançou 23 discos, entre eles:
"High Voltage", 1974.
"T.N.T.", 1975.
"Powerage",1978.
"Back In Black", 1980.
"Live", 1992.
"Family Jewels", 2005.

Apesar de muitas loucuras, drogas e álcool
à vontade, a banda sobreviveu e está na
ativa até hoje, superlotando os estádios.

Os meninos que começaram de calças curtas
na escola, hoje também são chamados
de "Anti Chist/Devil's Chidren". AC/DC.
Mas seja lá o que queira dizer seu nome, para
os fãs seu nome se chama:

ROCK AND ROLL.

Saiba mais sobre AC/DC AQUI, ou ainda clicando no
hiperlink do título da postagem para assistir
em vídeo um show do AC/DC.

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23 February 2007

ELZA DA CONCEIÇÃO SOARES


Quando se
fala de Elza
Soares, seu
nome logo
é associado
ao gênio do
futebol
brasileiro,
Mané
Garrincha.
Mané foi,
até o fim
da vida o
grande
amor de
Elza.
Artista de
estilo único, Elza é do tempo dos discos
de 78 rotações. Ela praticamente reinventou
o jeito de cantar samba.

Foi mãe aos 12 anos e viúva aos 18.
Com Mané, teve um filho que morreu
num desastre de automóvel. Foi a sua
maior tristeza.

Quem lançou Elza Soares no mundo
da música foi o saudoso Ary Barroso,
autor de "Aquarela Brasileira", uma
das músicas mais reproduzidas em
todo o mundo, em todos os tempos.
Elza foi cantar no seu programa de
calouros e ganhou a nota máxima,
usando e abusando de seus gargarejos
vocais.


Seu primeiro compacto duplo foi
gravado em 1959. De um lado, "Se
Acaso Você Chegasse", de Lupicínio
Rodrigues e Felisberto Martins; de
outro "Mack the Knife", de Bretch
e Alberto Ribeiro.

Em suas turnês cantou ao lado de Mercedes
Batista e Louis Amstrong. Seu jeito de cantar
com a voz rouca em ritmo sincopado, misturava
a Bossa Nova o Samba e o Jazz numa mesma
panela e eletrizava a platéia. Tal estilo deu a ela
a consagração de uma das melhores cantoras do
Brasil.

Em 1962 foi convidada para representar o Brasil
na Copa do Mundo. O público foi ao delírio com
ela e com a Seleção Canarinho. Foi nessa Copa
que ela conheceu o seu eterno amado, Mané
Garrincha. Seu segundo disco foi "Bossa Negra".
Da favela onde nasceu, para o mundo, Elza foi
abrindo o caminho e ganhou a Europa e os EUA.
Em 2000 ganhou da BBC de Londres o prêmio
de "A Melhor Cantora do Universo".

Seus grandes sucessos foram: "Mulata Assanhada",
1961. "Se acaso Você Chegasse", 1960. "Aquarela
Brasileira", 1974. Embora na voz de Elza, tudo que
ela canta faz sucesso.

Em 2002 foi indicada para o prêmio GRAMMY e
recebeu da imprensa mundial uma série de
artigos exaltando o seu talento.
Entre discos solos, participações e coletâneas foram
em 45 anos de carreira, 65 lançamentos de discos.
Entre eles:
"Se Acaso Você Chegasse", 1959.
"Bossa Negra", 1960
"Elza Soares", 1963.
"Elza Soares, Carnaval e Samba", 1969.
"Elza Negra Negra Elza", 1980.
"Carioca da Gema", 1999.

Sobre Elza foram escritos alguns livros:
"Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado
Garrincha. - "Cantando Para não Enlouquecer".

Todas as músicas na voz de Elza Soares
ficam ótimas. Quem não se lembra de
"Malandro", composição de Jorge Aragão:
"Malandro. Eu ando querendo falar com você.
Você tá sabendo que o Zeca morreu, por causa
das brigas que teve com a lei..."

Ou então em "Brasileirinho":
"O brasileiro quando entra no samba é intusiasmado.
Quando cai no samba, não fica abafado, e é um
desacato quando pisa no salão. Não há quem possa
resistir, quando o chorinho brasileiro faz sentir...".

Recentemente Elza Soares, 65 anos, foi internada
depois de sentir fortes dores abdominais. Mas ela
se recupera bem da operação e já teve alta médica.

Elza Soares é uma gigante da música brasileira.
Carioca da Gema, veio da favela, viu e venceu
na vida artística. E como ela mesma diz:

"EU SOU COMO O DÓLAR. TENHO MUITO
PRESTÍGIO".

E tem mesmo!

Saiba mais sobre Elza Soares clicando AQUI,
ou no hiperlink do título da postagem para
assistir um vídeo sobre esta magnífica
artista.

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blog beta Correio Astral.

17 February 2007

CAETANO EMANUEL VIANA TELES VELOSO

Baiano e
rei do
Carnaval
da
Bahia,
Caetano
é o 5º
filho de
Seu
Zezinho
e Dona
Canô,
que
tiveram
7 filhos.
Ex-
HIPPIE
no anos
60,
trocou a
Bossa-
Nova do
início da carreira pelo TROPICALISMO,
movimento cultural e vanguardista
daqueles tempos de paz, sexo, amor,
drogas e muita música.

Apesar de ser mais velho que a irmã,
Maria Bethânia, foi ela que o lançou
no cenário musical, pois quando
Caetano estreou, Bethânia já era
reconhecida nacionalmente.

Em 1965 seu primeiro compacto
duplo, veio com "Cavaleiro" e
"Samba em Paz". Depois gravou
em 1967 o primeiro LP, que
dividiu com a cantora Gal Costa.
Chamava-se "Domingo", e fez
relativo sucesso. Mas seu maior
sucesso da época foi no Terceiro
Festival Popular da Música
Brasileira, com a canção "Alegria,
Alegria" - "Caminhando contra
o vento sem lenço sem documento,
no sol de quase dezembro, eu vou..."
-Lembra? Pois é, ganhou o 4º lugar
no Festival.

Nos anos do regime militar ele foi
preso e ficou exilado em Londres.
Suas canções e letras sempre
demonstraram um ativismo
poético e político exacerbado.
São frases recheadas de
protestos à política reinante na
época e à chatice do sistema.
Seu negócio era revolucionar tudo
com sua imagem e seu talento. E
então compunha o inimaginavel e
o lúdico, brincando despretenciosamente
com as palavras.

Para o cinema compôs as trilhas sonoras:
"Fale com Ela", "Tieta", "Frida",
"Lisbela e o Prisioneiro", "Orfeu",
e "O Quatrilho". Como escritor publicou
"Tropica Truth: A History of Music and Revolucion in Brasil".

Caetano Veloso teve 3 filhos: Moreno, de sua união com Dedé
Gadelha, e Zeca e Tom com Paula Lavigne.

Entre dezenas de lançamentos podemos citar alguns:
"Domingo", 1967 - "Barra 69 - Caetano e Gil ao Vivo",
1969 - "Transa", 1972 - "Doces Bárbaros", 1976 -
"Outras Palavras, 1981 - "Sem Lenço sem Documento",
1990 - "Tieta do Agreste", 1996 - "A Foreign Sound",
2004 - "Ongotô", 2005 - "Caê", 2006.

Caetano nasceu no dia 7 de agosto de 1942, é
do signo de Leão, e fará este ano 65 anos de
vida. É sem sem dúvida nenhuma não só um
cantor e compositor genial, mas também um
criador de estilos musicais e comportamentais.
Sua intimidade com a música o levou a ser
reconhecido mundialmente. É um camaleão
polêmico que está por aí há 40 anos, sempre na
moda e atraindo multidões de fãs fiéis. Sua poesia
é fenomenal. Quem não se lembra de "Coração
Vagabundo" "Meu coração vagabundo não se
cansa de ter esperança de um dia ter tudo
que quer. Meu coração de criança não é só
lembrança de um vulto feliz de mulher..."

Ou então em "Um Índio": Um índio descerá de
uma estrela colorida brilhante. De uma estrela
que virá numa velocidade estonteante. E
pousará no coração do hemisfério sul, na
América, num claro instante..."

Caetano é assim, antenado e poeta audacioso. Se
quiser alegrá-lo é só chamá-lo de "Meu Rei". Mas
se perguntá-lo sobre sua sinceridade, ele lhe dirá
na hora:

"Sou modesto no que diz respeito à criação
e não o sou pessoalmente. Me acho melhor
que Chico Buarque, Milton Nascimento e
Gilberto Gil, juntos."

Este é o nosso mais genial e modesto cantor
e compositor brasileiro.

Saiba mais sobre Caetano Veloso AQUI,
ou ainda clicando no hiperlink do título da postagem
para assistir um clip genial com Caetano e Jorge Ben
Jor.

Confira também AQUI a nova postagem do novo
blog Beta e curta em paz o seu carnaval.

10 February 2007

ROBERT NESTA MARLEY ( o rei do reggae)

Marley nasceu
em Saint Ann,
Jamaica, em 6
de fevereiro de
1945.
Veio para ser o
rei do REGGAE,
ritmo criado na
Jamaica na
década de 60,
e que é uma
mistura de
Ska, Dub,
Ragga,
Rocksteady
e dancehall,
todos ritmos jamaicanos associados ao
movimento Rastafari.

Bob teve 12 filhos, sendo 4 com a
cantora Rita Marley
. Desses 4,
Ziggy e Estephen Marley, ambos
adotados, seguiram a carreira do
pai. Damien Marley, filho mais novo
de Marley com a ex-miss Mundo,
Cindy Breakspeare, também seguiu
os passos do pai famoso.

Marley era filho de um militar inglês,
branco, Norval Marley, e de Cedella
Booker, uma adolescente negra. Norval
se separou da mulher no dia seguinte ao
casamento e, devido suas viagens, raramente
via a família. Então Bob cresceu só com a mãe,
e era discriminado pelo seu povo por ser mulato.

Mas nada disso o intimidou ou lhe roubou o talento
musical. Seu primeiro grupo se chamava
"The Wailers", (os lamentadores),
onde tocavam Peter Tosh, Bunny Wailer,
Bervely Kelso, Cherry Smith e Junior
Braithweire. O ano era 1962. Mas foi a partir
de 1970 que ele ganhou fama mundial,
quando lançou em 1975 a canção,
"No Woman, No Cry".

Em 1976 Marley, sua mulher Rita Marley,
seu empresário Don Taylor e o primeiro
ministro da Jamaica, sofreram um
atentado a tiros enquanto organizavam
um show. Bob e Rita tiveram ferimentos leves.
Seu empresário recebeu um tiro no torax e
na perna. O primeiro ministro nada sofreu.
O atentado foi atribuido ao partido político
"Jamaican Labour", partido conservador e
violento.

Desanimado com a violência em seu país, Bob
foi para Londres e gravou "Exodus" e "Kaya",
e obteve relativo sucesso. Lá ele foi preso por
porte de maconha mas foi logo libertado. Em
1979 gravou "Survival", onde a música "África
Unite", o levou a ser convidado para tocar na
cerimônia de Independência do Zimbabwe, em
1980, quando tomou posse o Presidente Roberto
Mugabe, no cargo até hoje.

Bob Marley era Rastafari de coração e levava a
religião a sério. Foi graças a ele que a Jamaica
ficou conhecida no mundo todo. Ele era um
grande defensor da maconha, pois achava que
ela era a porta para a espiritualidade.

Quando tinha 32 anos Marley descobriu que tinha
um câncer no dedão do pé direito, era um câncer
de pele, maligno. Os médicos o aconselharam amputar
o dedão, mas ele recusou, pois sua religião Rastafari
achava que os médicos eram enganadores de pessoas
ingênuas. Só mais tarde fez uma cirurgia para
extrair as células cancerígenas, mas aí já era tarde,
o câncer havia se espalhado pelo seu cérebro,
pulmão e estômago. Até que, no dia 1º de maio de1981,
sua luta com a doença chegou ao fim. Após ser internado
no hospital Cedars of Lebanon, em Miami, Flórida, sua
missão no mundo chegou ao fim. Tinha só 36 anos de vida.

Marley foi enterrado na Jamaica e teve um enterro
de Chefe de Estado. A cerimônia foi marcada por
elementos da sua Religião Rastafari e da Religião
Ortodoxa da Etiópia. Seu corpo jaz num mausoléu
em Nine Miles, local próximo à sua cidade natal.

Depois de sua morte seu nome e sua música ficaram ainda
mais fortes. Virou uma lenda viva, assim como Jhon Lennon
e Elvis Presley.

Bob Marley ganhou vários prêmios:
"A banda do Ano", 1976 (Rollig Stones).
"Medalha da Paz do Terceiro Mundo, 1978 (Nações Unidas).
"Ordem ao Mérito", 1981 (Governo Jamaicano).
"Álbum do Século, 1999 (Revista Time).
"Calçada da Fama em Hollyood", 2001 .
"Grmmy", 2001.

Foram 18 lançamentos de disco, entre eles:
"Judge Not"
1961 (o primeiro).
"Burnine", 1973.
"Exodus", 1977.
"Survival", 1979.
"Confrontation", 1983.


Muitas canções fizeram sucesso absoluto, entre elas:
"No Woman no Cry".
"Mix Up, Mix Up".
"I Shot The Sheriff".
"So Tah Seh".


Sobre Marley foram feitos vários filmes:
"The Bob Marley History".
"Time Will Tell".
"Legend".
"Caribean Nights".
"Live (at the Rainbow".
"Catch a Fire".
"Espiritual Jorney".


Sobre os homens brancos Marley
era direto na interpretação:

"Para que ter olhos verdes se posso tê-los
vermelhos com o verde da natureza".


Bob Marley é o mais conhecido ídolo do
reggae de toda a história da Jamaica. Por
sua causa e de seu talento musical, esta
pequenina ilha situada no mar da Caraíbas,
ao sul de Cuba, entrou para a história da
música. Cristovão Colombo descobriu a
Jamaica, mas foi Bob Marley quem a
eternizou.


Saiba mais sobre Bob Marley assistindo ao
seu vídeo, clicando no hiperlink do título
da postagem, e confira AQUI as fotos, letras,
músicas e tudo mais sobre o seu ídolo
Rastafari.

Confira também AQUI as novas postagens
do novo blog Beta Correio Astral.

04 February 2007

CONTINUAÇÃO DAS POSTAGENS

AS POSTAGENS CONTINUAM NO NOVO BLOG
BETA. WWWCORREIOASTRAL.BLOGSPOT.COM
NÃO PERCAM O NOVO FORMATO E AS NOVAS
CORES DO CORREIO ASTRAL.

23 January 2007

MANOEL DOS SANTOS - Alegria do Povo

Foi numa
pequena
vila do
interior do
Rio de
Janeiro,
Pau Grande,
distrito de
Magé, que
em 28 de
outubro de
1933, sob o
signo de Escorpião, nascia
um "anjo de pernas tortas", e
que depois viria a ser o herói
do futebol brasileiro: Mané
Garrincha, o demolidor dos
gramados.

Na vila onde nasceu havia
uma fábrica de tecidos,
América Fabril, comandada
por empresários ingleses. A
fábrica tinha um time amador
chamado Pau Grande. Aos 15
anos Garrincha foi trabalhar
na fábrica e entrou para o time.
E o time nunca mais perdeu.
Os placares eram de 7x0 pra
cima.

Mané foi então para a Capital
tentar a sorte. Mas o Flamengo,
o Fluminense e o Vasco viraram-lhe
as costas. Ninguém queria um moleque
de pernas tortas. Até que um dia um
olheiro o convidou para fazer um teste
no Botafogo de Futebol e Regatas, o
time da Estrela Solitária.

Seu primeiro marcador foi Nilton Santos,
que logo levou várias bolas por baixo das
pernas. Ao final do jogo foi contratado
pela módica quantia equivalente a 27
dólares, a menor transação feita por um
jogador de sua categoria, em toda a história
do futebol, uma ninharia.

Garrincha ficou no Botafogo de 1953 a
1964. Na Seleção Brasileira ficou de
1957 a 1966. Jogou no Corinthias, Flamengo,
Olaria, e pelo Vasco jogou uma única
partida. Sua carreira profissional foi até
1972, e pelo Botafogo marcou 239 gols.
Quando jogava na Seleção ao lado de
Pelé o Brasil nunca perdia.

Sua vida familiar era um rodemoinho.
Tinha 15 irmãos. Quando criança vivia solto
pelas ruas de Pau Grande, o que lhe valeu o
apelido de Garrincha, nome nordestino da
cambaxirra, pássaro alegre que não se adapta
ao cativeiro. Foi sua irmã mais velha, Rosa,
que lhe deu o apelido. Seu gosto pelo álcool
vinha desde os tempos da adolescência,
quando passava noitadas fora de casa
com seus outros irmãos.

Teve várias mulheres e muitos filhos, sendo
um deles com uma mulher sueca. Mas seu
grande amor foi a cantora Elsa Soares que
o apoiou por toda a vida. Por duas vezes
tentou se suicidar. Teve três acidentes de
carro, onde em um morreu a mãe de
Elsa. O vício do álcool o fez internar-se
por dezenas de vezes.

Seus últimos dias, veja AQUI, foram
testemunhados por seu amigo,
compadre e primeiro marcador no
Botafogo, Nilton Santos. Nem de longe
era o craque que diblava, ziguezagueava,
ia e voltava e deixava os adversários no chão.
O álcool havia lhe passado a bola por baixo
das pernas.

Garrincha foi homenageado por Escola de
Samba, teve por breve tempo uma escolinha
de futebol, mas seus últimos momentos
foram em cima de um carro do Corpo de
Bombeiros,
em 20 de janeiro de 1983.

O trânsito parou para ver passar a
alegria do povo no seu último adeus.
De cima dos viadutos, passarelas e
calçadas, todos queriam se despedir
de seu ídolo. Mas antes de ir ele
deixou escrito, além dos gramados,
um pouco de seus sentimentos, um
sambinha dedicado à sua amada
Elsa Soares.

RECEITA DE BALANÇO
Samba de Manoel dos Santos
Garrincha

Vamos balançar
Cantando
Vamos balançar
Sambando
Vamos balançar
E deixando a tristeza pra lá

Como é que nasce o amor?
Balançando
Como é que se cura uma dor?
Cantando
Então vamos balançar
E deixando a tristeza pra lá

São 24 anos sem Garrincha. Se
hoje estivesse vivo teria 73 anos
de idade. Depois de sua morte
os gramados nunca mais viram
um espetáculo de verdade. Veja
AQUI.

Saiba mais sobre Garrincha clicando
no hiperlink do título da postagem,
ou AQUI, para assistir em vídeo os
seus dibles espetaculares.

Confira também AQUI, as postagens
na versão Beta do novo Blog
Correio Astral.
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